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quinta-feira, 31 de março de 2011

As Escolas de Atabaques e a Importância do Mestre no Processo de Aprendizagem

(Ao lado, eu e alguns de meus alunos)


Hoje, com o avanço da internet e o advento de comunidades específicas para Ogans e atabaques, observo um interesse muito grande de pessoas em aprenderem a arte musical dos Òrìsàs.


No Youtube, por exemplo, há diversos vídeos com toques de atabaque, sendo que alguns até ensina passo à passo, como “tocar”. Há também, uma profusão de CDs de Candomblé que muitos os utilizam como meio para aprender. Em parte, isso é benéfico, pois possibilita o acesso à informação que alguns não tinham até então, por outro lado, pode causar grandes embaraços.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ògán Dança???

OGAN DANÇA?


Recentemente, observei essa pergunta em ao menos quatro comunidades do Orkut. Confesso que, a princípio, esse não seria um tema abordado por mim nesse blog, pelo simples fato de não me apetecer à escrita. Todavia, frente alguns devaneios que li, resolvi postar algo breve, porém elucidativo que espero contribuir para àqueles que ainda, encontram-se em dúvidas.


Inicialmente, achei a pergunta bastante aberta, levando por vezes a ambigüidade e, por conseqüência, ao erro no que concerne sua resposta. Nasci e criei-me meio às Comunidades Religiosas do Candomblé Tradicional, mas quando fiz uma primeira leitura sobre a pergunta, iria incidir no erro de dizer que: NÃO! OGAN NÃO DANÇA!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Existe Ogan Raspado? Ìyáwò Pode Tocar Atabaques?

Para responder essas perguntas, precisamos discorrer um pouco sobre o que é Ìyáwò e o que seria Ogan.

Há uma grande polêmica acerca do tema em título. Hoje, sobretudo no Sudeste, há uma grande discussão em relação se aqueles que foram iniciados na Religião dos Òrìsàs, Raspados, “Adoxados”, contudo não são manifestados por Òrìsà (rodantes), seriam ou não Ogans. Nesse aspecto, afirmo de forma indubitável, com toda a segurança que não, ou seja, Ogans Não São Raspados! Face ao exposto, surge a indagação: Àqueles que são raspados, “adoxados”, entretanto não são manifestados por Òrìsà, seriam o que, então? Respondo categoricamente: Ìyàwó – Iniciado na Religião do Culto aos Òrìsàs!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Atabaque, a Arte Sagrada

Antes de iniciar as postagens relacionadas aos toques do Candomblé de Ketu, vou comentar um pouco acerca dos instrumentos sagrados. Digo sagrados, pois à exemplo das Divindades que nos regem, nossos instrumentos musicais recebem oferendas e são vestidos, como um Òrìsà. Hoje, com o avanço da internet, muito vejo se comentar acerca de “Ayan”, que seria o Òrìsà do Atabaque. Particularmente, discordo dessa teoria, a qual aplica-se ao tambor “Bata” do culto à Sàngó, que não é utilizado maciçamente aqui no Brasil. Isso é corroborado, ainda, pelo fato dos grandes mestres da Bahia desconhecerem Ayan como responsável pelo culto ao atabaque.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A História dos Grandes Mestres (Vadinho)

A História dos Grandos Mestres (Vadinho)
Não poderia iniciar essa série de postagens sobre a história dos Grandes Ogans, se não fosse para discorrer sobre Vadinho.
Vadinho nasceu Euvaldo Freitas dos Santos, em Salvador. Há duas versões distintas sobre a origem da alcunha “Boca de Ferramenta”. Alguns afirmam que Vadinho recebeu esse apelido em função da sua profissão (Ferreiro - também foi Estivador). Outros, por outro lado, dizem que o apelido surgiu em função da formação da sua arcada dentária. Vadinho, era filho de Obaluwaiye, iniciado na religião dos Deuses Africanos, pela aclamada Ìyálòrìsà, Mãe Menininha do Gantois. Na casa de Candomblé do Alto da Federação, Vadinho era o Grande Maestro dos Òrìsàs!

terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre Mim e Sobre Meu Processo de Aprendizagem

OPOTUN VINICIUS, O INÍCIO DE TUDO:

Antes de tudo, acredito ser importante que as pessoas saibam um pouco sobre mim, sobre as minhas escolas, meus mestres, etc. Dessa forma, o diálogo com aqueles que visitarem o meu Blog, tornar-se-á mais fácil. Assim sendo, inicialmente esclareço que o nome do blog “Opotun Vinicius” faz alusão ao título religioso, que possuo em um dos Terreiros de Candomblé mais Tradicionais de São Paulo, o Ilé Alákétu Asè Ibùalámo, casa fundada pelo meu Pai, José Carlos de Ibùalámo. “OPOTUN” é o primeiro nome de um título, em que uma das funções é apoiar o Sacerdote em importantes tomadas de decisões (não confundir com Apa Otun – “O Braço Direito”). Alguns podem me perguntar por que não usar o nome “Ogan Vinicius”, sobre isso, certamente esse tema será objeto de alguma postagem minha, mas essencialmente, não utilizo o nome “Ogan”, simplesmente pelo fato de eu não ser Ogan e sim Adosu (iniciado na religião dos Òrìsàs, aquele que carregou o Osù). Digo que farei uma postagem sobre esse tema, haja vista muitos acreditarem que, somente pelo fato de um iniciado homem, não ser manifestado pelo Òrìsà, ele seja Ogan, o que é uma grande inverdade.