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quinta-feira, 17 de março de 2011

Atabaque, a Arte Sagrada

Antes de iniciar as postagens relacionadas aos toques do Candomblé de Ketu, vou comentar um pouco acerca dos instrumentos sagrados. Digo sagrados, pois à exemplo das Divindades que nos regem, nossos instrumentos musicais recebem oferendas e são vestidos, como um Òrìsà. Hoje, com o avanço da internet, muito vejo se comentar acerca de “Ayan”, que seria o Òrìsà do Atabaque. Particularmente, discordo dessa teoria, a qual aplica-se ao tambor “Bata” do culto à Sàngó, que não é utilizado maciçamente aqui no Brasil. Isso é corroborado, ainda, pelo fato dos grandes mestres da Bahia desconhecerem Ayan como responsável pelo culto ao atabaque.
Após a escolha dos atabaques, os mesmos são purificados, por meio de banho de folhas específicas (etapa também existente na iniciação de um Ìyáwó – a sacralização por meio vegetal), posteriormente, os atabaques são “encapados” com a pele de Ewure (que fora ofertada à Òrìsà). Feito isso, essa pele animal é raspada (à exemplo do que acontece com um Ìyáwó - veja foto ao lado, eu raspando a pele do Hun, da Sociedade Ilé Alákétu Asè Ibùalámo), somente então os atabaques são efetivamente sacralizados (por meio animal e mineral). Esses atabaques ficam por um determinado período em repouso, havendo toque, cântico e modo específico para o despertar dos mesmos. Os atabaques, recebem ainda, um “Ojá” que os circundam em reverência.


Hoje, infelizmente, com a eminente ameaça de esquecimento da cultura acerca dos atabaques/Ogans, esse processo está sendo extirpado de forma torpe por algumas casas, nas quais o conjunto de atabaques é meramente um “setup de percussão”. A não sacralização dos instrumentos, invalida-os à avocar os Deuses por meio do seu som, pois ao invés de sagrado, os mantém profanos. Nas antigas Casas de Candomblé, o respeito pelo conjunto de Atabaques é tão grande que, caso alguém por fatalidade derrube um, deverá ofertar um quadrúpedes ao mesmo, como pena à falha.


Em suma, os atabaques ficam posicionados em lugar de destaque da casa de Candomblé (ao lado, foto do "pepele" dos atabaques, do Ilé Ibùalámo), geralmente o Hun à direita de quem entra (no caso do Ìyá Naso Oká, à esquerda). Quando em repouso, os atabaques, além de envoltos pelo OJá, são cobertos por um “Alá Funfun” (lençol branco). Os atabaques são considerados “Oboró”, ou seja, masculino, desta forma algumas regras devem ser respeitadas, como amarrar o Ojá de forma correta e, jamais, carregá-los debaixo dos braços (sempre acima dos ombros). Os atabaques devem ficar de pé, à exceção da consagração ou por razão de rituais fúnebres, os quais passarão por obrigação específica. Os Atabaques são objeto de culto e veneração. Visitantes ilustres, quando entram em um salão, costumam tocar-lhe com as mãos, levando-as à cabeça, em sinal de referência e respeito. Um novo iniciado na religião dos Òrìsàs, também reverencia o conjunto de atabaques, prosternando-se frente aos mesmos.

Os atabaques são a grande orquestra do Candomblé (ao lado, uma iconografia de Carybé, ilustrando a orquestra do Candomblé Baiano), por meio deles os Deuses Africanos são evocados para vir à terra ver seus filhos e súditos. Para tanto, além da consagração, é de fundamental importância que o atabaque seja um instrumento de qualidade e, nesse sentido, cabe ao Ogan (e não ao Babalòrìsà/Ìyálòrìsà) a escolha e compra do instrumento. Um atabaque bonito aos olhos de muitos, não o certifica necessariamente como bom. Os atabaques, sobretudo, devem ser confeccionados por artesãos qualificados, que conheçam o instrumento, que saibam trabalhar com a madeira adequada. Somente dessa forma, os atabaques responderão com o som adequado e serão duradouros.


Conforme já mencionado, no Candomblé a orquestra é composta por três atabaques denominados HUN, HUNPI e HUNLÉ (em alguns casos, Omele), mais o Agogo (em algumas casas, o Agbe – cabaça circundada por contas - também é utilizado). O nome “Hun”, é originário do dialeto Fongbe, falado pelos Benins (relativo ao Reino do Benin, ao sul da Nigéria) que significa “Tambor”. Os adjetivos qualitativos, por outro lado, são de origem Yorùbá ("Pi" - contração de Pinpin "apertado" - provavelmente alusão à afinação e "Lé" - contração de "Ilé" Terra - Originalmente, na África, o Hunlé, ou seja, "Tambor da Tera" era muito baixo, fazendo com que o Alagbé ficasse sentado à "terra" para conseguir tocar)....


Os atabaques mais tradicionais são os chamados “ATABAQUES DE BIRRO” confeccionados com a madeira da Árvore de Maçaranduba. Ao lado, os atabaques de Birro do Ile Iya Naso Oka - Casa Branca do Engenho Velho, muito provavelmente os mais antigos do Brasil - abaixo, interior de um atabaque de Birro do Ilé Ibualamo, em SP. Nesse tipo de instrumento, a afinação se dá por meio do Birro, uma espécie de cunha, em forma de funil, que é introduzido em orifício no corpo do atabaque, próximo a pele. Esse tipo de atabaque, seja pela dificuldade para ser confeccionado, quer seja pela complexidade no “encoramento” e na afinação, está quase que extinto no Brasil, mesmo nos Candomblés da Bahia.
Atualmente, os atabaques mais utilizados são os de “CUNHA” e os de TARAXA. Há, também, outro modelo bastante tradicional, quase não utilizado, que é o Atabaque com afinação de Djembe. Que embora utilize cordas, não há cunhas que prejudiquem o corpo do instrumento. Os atabaques HUN, HUNPI e LÉ, possuem medidas e sons distintos, como segue:


HUN: O maior de todos, medindo aproximadamente 1,20 de altura, possuí som agudo. Os toques do HUN são os mais complexos da orquestra, exigindo habilidade, destreza e muito estudo do tocador. Quem está à frente do HUN é o ALAGBÉ, ou seja, o Grande Mestre dos Atabaques. Para tornar-se um mestre do HUN, é necessário anos de estudo e dedicação, sendo que há centenas de variações rítmicas, sendo necessário o Alagbé conhecer todas, e suas respectivas seqüências. O HUN é tocado apenas com um Agidavi, ou somente com as mãos, a depender do toque.


HUNPI: É o atabaque do meio, de som médio, com aproximadamente 90 cm. O HUNPI dá cadência rítmica para que o HUN execute suas variações. É tocado com dois Agidavis, ou somente com as mãos.


HUNLÉ: É o menor dos três atabaques. Originalmente na África, esse atabaque mede poucos centímetros de altura, daí a razão do nome (Lé: vem de Ilé, que significa terra em yoruba, ou seja Tambor da Terra). No Brasil, ele é confeccionado com aproximadamente 80 cm. De som grave é tocado como o HUNPI, com dois agidavis ou somente com as mãos. Algumas execuções são realizadas de forma idêntica ao HUNPI, já em outras como no Ijexá, ou Agabi, o HUNLÉ faz marcações distintas.


AGIDAVI


O AGIDAVI são as “baquetas” utilizadas para tocar os atabaques. A palavra “AGIDAVI” é de origem Jeje, do dialeto Fongbe, que significa vareta. Os Agidavi são feitos dos galhos da árvore de Ingá, ou de um arbusto comum no recôncavo de Salvador chamado “Folha de Ogun”. Ambas são de bastante resistência e flexibilidade, fundamentais para uma boa execução ao tocar. Medem aproximadamente 40 centímetros. Para que o atrito ao tocar não prejudique a pele dos atabaques, a casca do AGIDAVI é retirada. Em São Paulo, é bastante difícil encontrar essas duas árvores (Ingá e Folha de Ogun), mas podendo ser substituída pelos galhos da árvore de “Ficus”, muito comum nas ruas e praças de São Paulo.


AGOGO


Instrumento de ferro, de origem africana, introduzido no Brasil nos blocos carnavalescos da Bahia (Afoxé) e posteriormente nas Escolas de Samba do RJ e SP. O Agogo utilizado no Culto aos Òrìsàs, diferentemente dos usados nos carnavais possuí apenas uma campânula. O Agogo é de fundamental importância para a cadência rítmica dos Atabaques. Um erro imperdoável, é entregar o Agogo, para aquele que menos sabe tocar, quando na verdade, o mesmo deve ser conduzido por um mestre, ao passo que não há bom tocador, que se destaque ante um Agogo descompassado. Nos antigos Candomblés de Salvador, são os grandes mestres que tocam o Agogo, sendo esse o primeiro instrumento a ser tocado, dando início para os Atabaques. À exemplo dos atabaques, ele também é tocado com a utilização do Agidavi. Muitos acreditam que Agogo e “Gan” são instrumentos distintos, o que é uma inverdade, “Gan”, nada mais é que a nomenclatura para Agogo, no dialeto Fongbe.
 
Sem mais,
Opotun Vinicius
17/03/2011

12 comentários:

  1. uma história rica,venerável e por muitos desconhecida.através desses textos, o Ogan Vinicius nos trás informações preciosas sobre os instrumentos sagrados, desmistificando algumas inverdades e revelando coisas muito boas sobre os atabaques.só uma pessoa com um profundo conhecimento dessa arte bela e também muito complexa, poderia nos elucidar sobres os mesmos.não me canso de parabenizar o Ogan Vinicius pelo belíssimo blog e acima de tudo por ser um sacerdote compenetrado com a religião,com aquilo q há de melhor na liturgia.só pessoas altivas conseguem tal nível de excelência.parabéns Ogan Vinicius.Você é uma dessas pessoas e me orgulho muito por te conhecer e mais ainda por ter a oportunidade de aprender com quem realmente sabe!

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  2. Carlos,

    Fico feliz com sua prticipação ativa no blog. É nosso papel, transmitir (com parcimônia - rs), aquilo que nos foi passado. Espero poder contribuir com uma gota d'água nesse grande oceano que é o mundo musical do Candomblé.

    Abs.,
    Vinicius

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  3. Vinícius, Ayan possui, assim como outros orixás, diversas manifestações, assim, há Ayan da dança, Ayan dos instrumentos de corda, Ayan do canto e... Ayan dos tambores! De TODOS os tambores, não só dos Batás. Esta divindade está ligada mais intimamente aos tambores batás porque é lá, dentro do tambor, onde seu assentamento está sacralizado, pois seu Itan informa que, devido à utilização dos tambores Batás para a guerra (instrumentos que deveriam ser de paz), Xangô os cortou ao meio e libertou Ayan. A partir daí, surgem os tambores de uma só pele, apesar de em algumas tradições, estes levarem o "Afobô", o saquinho do fundamento pregado em suas paredes, assim como acontece com os Batás. Infelizmente muita coisa se perdeu no Brasil, este é um quebra-cabeças que compete a nós, que procuramos levar com respeito as antigas tradições remontar. E fico feliz de encontrar alguém, um Omo Ayan como você, que está fazendo isso muito, muito bem! Adupe O!

    Ayan Ire o! Asee!

    Obashanan

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  4. Vinicius, acho que você inverteu algo em seu texto. O Hunlé é o mais agudo e não grave. O mesmo se dá com o Hum, que é o mais grave e não agudo.

    Asee!

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  5. Obashanan,

    Em parte concordo com você, no entanto, no Brasil, nas casas matrizes, seus respectivos sacerdotes e seus mestres dos atabaques, enunciam outras divindades (além de Ayan), como a Divindade Responsável pelo tambor, isso inclusive é corroborado por alguns itans que discorrem sobre Deuses dos Tambores além de Ayan, que em breve vou comentar. Fico muito feliz com sua participação nesse pequeno espaço, pois saiba que mesmo sem conhecer-lhe pessoalmente, sou um grande admirador do seu trabalho de preservação da musica africana no Brasil e, espero poder visitar-lhe em seu magnífico acervo.

    Um Grande Abraço,
    Vinicius

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  6. Obashanan,
    Ops! Erramos! Obrigado pelo apontamento, isso é o que ocorre quando escrevemos sem fazer as devidas correções. Farei as correções no texto. Novamente, obrigado pela participação.

    Abs.,
    Vinicius

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  7. Oi Vinicius! É verdade. Como Ayan (ou Ayom) chegou ao Brasil em poucos lugares e foi praticamente extinto pelo governo dos anos 20/30 que destruiu os tambores sagrados, pouca coisa sobrou. Muita coisa só existe na África e que não há mais aqui e a bem da verdade, está acabando até mesmo lá devido à invasão evangélica e ao islamismo. Mas eu falo da tradição BRASILEIRA de Ayan, à qual eu tenho sorte e a benção de ter conhecido. E, de fato, no Brasil, os tambores são consagrados, segundo seu tamanho a grupos de divindades, assim temos os tambores dos reis, das yabás, dos guerreiros e o quarto tambor, que não é tocado e que não "sai" dedicado aos funfun. O porque disso é fundamento, que se Olorum e Ayan quiserem discutiremos pessoalmente um dia e não nesse espaço, pois acho que não nos encontramos a toa. Mas estou ansioso para ver sua matéria sobre as divindades que são patronas dos tambores, prá ver se "bate" com o que aprendi - e veja - estou sempre aberto ao aprendizado, já aprendi muito lendo essas suas linhas e quero mais! Ah, só esqueci de mencionar, ainda que o tambor de fundamento de Ayan é o Elèéko, o tambor falante, onde fica seu assentamento maior, e que, em África, o instrumento Agogo é o assentamento da divindade Funfun de mesmo nome - Agogo -, que foi quem deu a fala aos homens.

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  8. irmao,sou pejigã e sou cosagrado no culto a añá(ayan);o seu contesto sobre o culto a añá esta um pouco equivocado.preucure esdudar mais a religião africana e afro-decendentes,tanto no brasil e outros paises.na africa existe um culto so de tambores,que no brasil muitas tradições foram estintas que estão voltando e samos gratos por voltarem! e não se esqueça: tenha humildade para aprender quando não se sabe;leia um signo ifa chamado ika-fum a etica da religião afro-desendente.rodrigo(omo oggun/pejigã de apojuncila e omo-añá)

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  9. Meu caro "Negão", infelizmente, observo que não atentou-se a minha escrita, se estivesse atento, teria observado que digo que, particularmente discordo, em momento algum afirmei, fique com sua verdade irmão e eu fico com a minha, que aprendi com os antigos da minha religião, não aprendi candomblé lendo e nem o farei, mas caso você se mostre (não ficando atrás de um perfil bloqueado) poderemos conversar melhor sobre o tema. Ah, como você estuda bastante, tenha também a humildade em aprender yoruba e não "yorubanhol", como fez em seu texto..... Em tempo, veja a educação de Obashanan em seu comntário, que não concorda comigo, mas que fala com muita propriedade sobre o tema.

    Sem mais: Akuko Toko Loni Eyin Nise Lana!

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  10. Ola...
    Saudações Carlos Vinicius...
    Gostaria de saber um pouco mais sobre os atabaques... antes de mais nada... existe um lugar predeterminado para a guarda dos atabaques dentro do terreiro ?... existe algum "ponto" para ser cantado quando o "ogan" pega o atabaque para dar inicio a uma gira ?....e quando termina a gira existe um "ponto" para ser cantado para devolver o atabaque ao seu lugar ?...quais seriam esses "pontos" ...
    Antecipadamaente meus agradecimentos.
    Laercio

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  11. Laércio,
    Bom, pelos termos que você utilizou, me parece que seja de Umbanda. Bom, não conheço sobre a cultura de Umbanda, mas vou tentar responder em consonância com o Candomblé, que é a minha tradição, ok. Sim, há um lugar onde os atabaques ficam, geralmente ele é chamado de “Pagodo”, mas há outras denominações. Nesse lugar, nos atabaques ficam durante as festividades e, também durante o repouso (geralmente cobertos por um pano branco, que chamamos de Alá). No Candomblé não há cantigas para o Ogan “pegar o atabaque”. Há sim, cantigas que reverenciam os Ogans, situação em que são homenageados.

    Bom, espero ter respondido.

    Abs.,
    Vinicius

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  12. Pois é, Vinícius, faz tempo que não visito seu blogue, o qual tenho um prazer imenso ao encontrar tantas postagens importantes, bem escritas e que só fazem crescer nossa religião. E digo mais: meu "discordar" é relativo, pois o que quis foi acrescentar mais à discussão, sem querer ofendê-lo, muito pelo contr´rio, venho aqui para prestigiar seu conhecimento. E embora ache trista me deparar com alguém fazendo comentários no mínimo medíocres sobre as coisas do tambor. Ao nosso amigo "Negao", só posso dizer: não queira impor uma tradição sobre outra, meu caro. No Brasil várias tradições aportaram e o que veio do Benim em uma parte do Brasil quase nada tem a ver com o que veio de Abeokutá ou de Oyó, ou ainda, de Angola e do Congo. São povos diferentes, são culturas diferentes, mas que comungam de uma ancestralidade comum. Você não leu o que escrevi, pois aparentemente não quer ver o que tem de ver - escrevi exatamente o contrário do que disse -, de que venho aqui para aprender, pois o Vinícius, esse sim, tem algo a ensinar., pois como ele mesmo disse, não aprendeu - assim como eu - sua tradição nem em livros e muito menos na internet, como deve ser o seu caso, pois o seu texto carece de uma boa revisão no português. Não se aventure em dizer o que não sabe, ou querer mostrar o que não tem. Todas as tradições de fato e de direito tem seus mistérios. A tradição de Ayan da qual faço parte vem do Benim, onde é pronunciado também Ayoon. Mas é um TRADIÇÃO BRASILEIRA e a iniciação nos tambores, quer seja nos atabaques e nos Batás não leva menos de 21 anos. E só lembrando, há o culto aos Batás no Brasil em outras tradições, não só na minha, como nos cultos do Maranhão, do Pará e do Rio Grande do Sul, com os tambores INHÃ e ABATÁS. Você,aparentemente, fala da ancestralidade Cubana, pois Aña é a pronúncia que eles se utilizam por lá. Que seja bem vinda a tradição de Cuba por aqui, mas que ela respeite quem aqui já estava, fazendo sua história de forma árdua e penosa, não querendo se mostrar como detentora de uma verdade que ninguém, de fato, possui em sua íntegra. Somos - todos nós - apenas peças de um grande quebra-cabeças que vai sendo remontado vagarosamente, mas sempre abençoados pelas divindades iluminadas que promovem a comunhão e não a discórdia entre irmãos!

    Como dizia meu Mestre dos Tambores, o Barroso, o saudoso Mestre Ayaneleye, no bom Fon que ele dominava em sua simplicidade: "Mi kan Ayan; Ma ko Zan do i O!

    Obashanan

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