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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Miguel Santana, o Fidalgo Ògán do Opo Afonjá

Em continuidade as histórias dos Grandes Ogans, hoje falo sobre aquele que foi considerado fidalgo entre os membros da Comunidade Nàgó, o Oba Are do Ilé Asè Opo Afonjá e Oje Orepe do culto à Egúngún, Miguel Santana.


Nascido na região do Pelourinho, aos vinte e nove dias do mês de setembro de mil oitocentos e noventa e oito, Miguel Arcanjo Barradas Santiago de Santana, fora confirmado no Candomblé da Casa Branca do Engenho Velho, mas ganhou notoriedade e respeito no Ilé Asè Opo Afonjá, de Mãe Aninha, onde recebeu o título de Oba Are.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Maktub - Minha Avó, Percília Araújo

Maktub, Embora seja Candomblecista desde que nasci, valho-me desta expressão islâmica (Maktub) a qual diz que inevitavelmente, tudo o que acontece no universo está previsto pela vontade Divina. E, foi por vontade divina, que minha avó paterna, Dona Percília Araújo, partiu para o Orun em 12 de abril de 2011.


À luz da concepção religiosa dos Yorùbás, minha Avó cumpriu sua missão no Aye por completo, afinal, deixou-nos Agbalagba (anciã). Cumpriu todas as etapas de sua vida, nasceu, cresceu, teve filhos, netos e bisnetos e se foi quase que centenária.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cipriano, o Alagbé do Ilé Asè Ìyá Naso Oka

Em seqüência as postagem dos Grandes Ogans da História, abaixo, falamos um pouco sobre o famoso Cipriano Alagbé do Candomblé da Casa Branca.

Aproveito, outrossim, para agradecer as muitas mensagens de incentivo que recebi, bem como, as críticas de muitos que me questionaram porque estou levantando temas polêmicos como “Se Existe Ogan Raspado”. Concernente à isso, estou tranqüilo (e muito por sinal), pois em momento algum não fui verdadeiro com o que aprendi. Lembro, ainda, que o tema pode parecer polêmico aqui em SP, conquanto, em Salvador, a terra onde o Candomblé nasceu (Pois o Culto aos Òrìsàs nasceu na África, mas o Candomblé, esse é soteropolitano) esse tema não é tabu algum.
 
Por oportuno, reitero aqui, o mote maior desse Blog que, nada mais é que, relembrar a História dos Maiores Ogans do Brasil, da Cultura dos Ogans e do Atabaque.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Agabi não é Agabi? Adahun não é Adahun? – Os Nomes dos Toques No Candomblé!

Nos últimos anos, uma grande quantidade de Ogans me indaga sobre a nomenclatura dos toques de Atabaque. Em sua maioria, desejam saber o nome do toque de Obá, Yewa e, por aí vai. Desde criança vou à Salvador, até chegar à idade adulta, no mínimo mais de duas vezes por ano.

 Em todas as minhas viagens, ou quase todas, eu aproveitava para visitar uma casa de Candomblé ao lado do meu pai. Nessas visitas, prestava muita atenção aos antigos Ogans, quando eles diziam: “Toque Agere para Osoosi”, “Alujá Para Sango”, “Awo”, etc. Quando chegava a São Paulo, atentava da mesma forma os Ogans solicitando os toques pelos nomes.