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terça-feira, 7 de junho de 2011

As Èkèjí nas Comunidades Nàgó

Nesta oportunidade, não vou falar dos grandes nomes do atabaque ou dos importantes toques do Candomblé. Hoje, vou discorrer um pouco sobre uma figura que tanto respeito e de importância singular dentro das “Comunidades Nàgó, as Èkèjí (leia-se Ekede).

Vou escrever sobre esse tema (que em verdade não me pertence), pelo fato de algumas Èkèjí e mesmo Ogans, terem me pedido para elucidar minha opinião sobre o assunto, ainda que como Ogan.


Eu poderia iniciar, dizendo que a Èkèjí, tal como o Ogan não é manifestada por Òrìsà.  Que a Èkèjí, tal como Ogan é uma pessoa confirmada para um determinado Òrìsà e, daí por diante, correlacionar em tudo a figura da Èkèjí com o Ogan, mas não farei dessa forma, porque não é isso que penso tampouco o que acredito.

Se fosse assim, bastava falar que Èkèjí é uma espécie de Ogan do sexo feminino, o que é um absurdo desmedido e grande inverdade. Obviamente, não há como olvidar algumas paridades, como os exemplos acima mencionados. Afinal, a Èkèjí de fato é uma figura feminina, que não é manifestada pelos Deuses e, que, é confirmada para um determinado Òrìsà (nessa ótica, os meus comentários acerca do Ogan Raspado vs. Ogan Confirmado é análogo para as Èkèjí. Se raspou é Ìyáwo e não Èkèjí, ainda que não manifestada por Òrìsà).

Apesar de algumas similaridades, diferentes dos Ogans, as Èkèjí possuem uma relação muito mais íntima com o sagrado. Os Ogans, tocam, cantam, dão comida, mas são elas, as Èkèjí que em verdade, zelam pelo Òrìsà quando em terra.

Há um grande número de teorias tangentes ao nome “Èkèjí”. Talvez, a mais explanada é de que esse nome seja de origem “Fongbe” (Jeje), alguns afirmam ser Yórùba. Particularmente, eu ainda não encontrei esse termo em nenhuma literatura lingüística de ambos os dialetos, talvez seja uma corruptela, mas não vou me aventar sobre a etimologia da palavra. Outro termo, mais recente nas casas de tradição Kètu é “Ajoye”. Em verdade, embora respeite a decisão de quem o usa, não concordo em sua amplitude, pelo menos não da forma que é atualmente utilizado.

Ajoye refere-se a alguém que detém algum título honorífico, o que pode ou não ser o caso de uma Èkèjí. Vejamos, uma egbon-mi, que recebeu um título (Ìyá Moro, por exemplo) é uma Ajoye (pelo simples fato de ter recebido um título). Ela não deixa de ser egbon-mi, mas sim, passa a ser uma egbon-mi detentora do título de Ìyá Moro (ou seja, Ajoye). Vou além; se uma Ìyáwo receber um título, ela será uma Ajoye!  Já uma Èkèjí, que fora confirmada, entretanto, não recebeu título algum, não pode receber o nome de Ajoye (Ajoye, sem título?), parece-me no mínimo antagônico. Conquanto, existam casos em que o nome “Ajoye” pode ser usado para uma Èkèjí.

Se porventura, na sua confirmação, a Èkèjí receber um título, ela pode sim ser chamada de Ajoye (afinal, ela detém algum título), o mesmo aplica-se também, em casos de concessão de título no futuro. Se depois de alguns anos, a Èkèjí receber algum Oye (título), aí sim ela poderá ser chamada de Ajoye.

Vejo o surgimento da correspondência entre os nomes, como uma resposta (aceitação) de algumas casas Kètu de que o termo Èkèjí seja oriundo do Jeje. Desta forma, uma casa dita Kètu, deixa de lado o termo Èkèjí, passando dessa forma a ser mais “purista” e, esse é o problema..., não há Kètu tão puro assim, acreditem.

Há também, aqueles que “ouviram dizer” que na casa de beltrano (geralmente uma casa tradicional) falam e até cantam para Ajoye e não Èkèjí. Nesses casos, os “Plagiadores de Asè” dizem: “Se na casa de fulano é Ajoye, porque que na minha casa será Èkèjí”? E copiam Ipsis Litteris o termo. Esquecem-se, contudo, que nas casas onde esse termo é utilizado com propriedade, a Èkèjí é detentora de título (aliás, como pode se cantar para um título, sem que haja o título?).

Já em algumas casas (Gantois e seus descendentes) as Èkèjí são chamadas de Ìyároba “a mãe do rei”, algo bastante apropriado para a função que elas possuem. Particularmente, gosto do termo “Ìyároba”, mas aqui vou usar Èkèjí.

No início, comentei que as Èkèjí possuem uma relação mais íntima com o sagrado do que os Ogans e, porque penso dessa forma? Vejamos:

A imagem que eu tenho de Èkèjí, talvez seja uma imagem muito baiana, ainda que eu tenha nascido em SP (paradoxo, mas...). Nasci e me criei vendo as Èkèjí da casa da minha avó Célia, em Salvador e minha avó Maria. Aprendi observando que as Èkèjí zelam não somente pelos Òrìsàs, mas pelo seu Sacerdote também (Ìyálòrìsà ou Babalòrìsà). Na foto, eu ladeado por Mãe Sinha (esquerda) e Mãe Dalvinha, Ekejis do Ile Iya Naso Oka (Casa Branca do Engenho Velho).

As Èkèjí estão sempre ao lado do Òrìsà, sempre ao lado do seu Sacerdote, algumas conhecem tanto as Divindades para a qual foram confirmadas, que elas praticamente advinham o que o Òrìsà quer, ou vai fazer. E isso ocorre, porque sempre, sempre elas estão lá, cuidando do Òrìsà. Então, há alguém melhor para saber como é aquela Divindade, do que alguém que invariavelmente está ao lado dele? Na foto acima, Ekeji Terezinha da Casa Branca do Engenho Velho e, meu pai, o Babalòrìsà José Carlos de Ibùalámo.
Apesar disso, infelizmente em algumas casas, a imagem da Èkèjí fora deturpada como uma mulher que não é manifestada por Òrìsà e que tem como obrigação, somente dançar ao lado do Deus (algumas, na verdade, parecem estar tomando Hun no lugar do Òrìsà).

Quando digo que elas são mais íntimas com o sagrado, é porque elas fazem algo que os Ogans, não fazem (pelo menos àquelas que eu realmente considero como grandes Èkèjí fazem). Algumas pessoas não verão novidade no que vou dizer, mas tenho convicção de que muitos vão estranhar e outros, acharão um absurdo.

As grandes Èkèjí possuem tanta dedicação aos Òrìsàs e filhos, que antes do santo acordar, limpam com água morna os pés daqueles que estão em transe. Conheço Èkèjí, de Salvador, que possuem jogo de toalhas de rosto, bordadas, somente para enxugar o suor do Omo Òrìsà em transe. Outras fazem uma espécie de “Apo” (saco), para colocar os pertences dos filhos, quando do transe. Ao acordar, tudo está devidamente guardado no Apo. Ao lado, Ekeji Crispina do Ile Ibualamo.

As grandes Èkèjí estão atentas a tudo do Òrìsà. Elas estão preocupadas se a banda está caindo, se o laço está machucando, se a ferramenta está apertando (alias, são elas também as responsáveis pelas roupas dos Òrìsà). As grandes Èkèjí, além de prestativas, parecem estar sempre de sobreaviso, observando mesmo a expressão física do filho incorporado. Por vezes, ao identificar qualquer tipo de fadiga, vão discretamente ao ouvido da Divindade e, indagam: Meu pai, o senhor já deseja ir, ou se sentar um pouco? Acima, tia Dete, querida Ekeji do Oba Toni, descendente do Engenho Velho.

Diante de uma afirmação, vão até o Ogan que está à frente do ritual e diz:

Meu Pai, já está bom, cante mais uma e mande meu Pai entrar” ou então “Meu pai, vou sentar esse Òrìsà, cante para fulano, depois você volta a cantar para ele...”.

Vejam que, ao invés de pedir ao Ogan para cantar mais 100 cantigas (para ela tomar o Hun), ela pede ao Ogan, para ele cantar mais uma e mandar o santo ir, respeitando a vontade do Deus e, a condição do filho.

A Èkèjí com sua sagacidade observa, por exemplo, que o Ogan (caso esse não tenha o bom senso) está cantando somente cantigas agitadas, sem perceber a reação do Òrìsà. Ela com habilidade chega ao Ogan e diz:

“Meu pai, cante agora uns Ijesa”...

Na verdade, no exemplo acima, que eu presenciei com uma grande Èkèjí, ela observou que o Ogan estava cantando muitas guerras, deixando o próprio Ògún em cólera. Por isso pediu ao mesmo que cantasse Ijesa, ritmo alegre e brando, evitando dessa forma algum tipo de fúria do Deus da Guerra. Infelizmente, hoje dificilmente vemos algo assim, com tanta sensibilidade.

Muitas das grandes Èkèjí  de Salvador, tratam o Òrìsà como Pai e a pessoa manifestada como filho (que pode até mesmo ser seu Babalòrìsà/Ìyálòrìsà). Mas tratar o Babalòrìsà como filho? Sim, afinal ele (o Sacerdote) a trata como mãe. Afinal, conforme mencionei, ela cuida com esmero do bem mais precioso dele, o seu Òrìsà, ademais, cuida dele também. A verdadeira Èkèjí só está feliz quando vê o Santo e seu Sacerdote feliz. É uma relação de um único sentimento – Amor. Na foto acima, meu Tio Wilson e Ekeji Célia, do Ile Nide.

A Èkèjí tira os pertences da pessoa em transe, guarda e depois entrega ao filho. A Èkèjí zela pelo estado do Deus e do filho do Deus. Isso é, ou não é ser uma “mãe do rei”? Por isso gosto do termo.

Na casa do meu pai, por exemplo, há a Èkèjí Crispina, sua primeira filha de santo, iniciada por ele em Salvador, mas que há muito já freqüentava a casa do meu Avô Camilo e minha Avó Célia, em Salvador. Toda vez que ela vem à SP, ela traz Ojás para Òsóòsì, não saí do lado do santo, enxuga, etc... Como não tratar uma criatura dessa como Mãe?

Há uma característica das Èkèjí de Salvador, que destoa um pouco da grande maioria das Èkèjí daqui. A forma como dançam com o Òrìsà.

Em Salvador, elas acompanham o Deus, ficando um pouco atrás, afinal quem está tomando o Hun é o Òrìsà e não ela (se pararmos para ver com atenção, elas praticamente não dançam, elas estão muito mais preocupadas com o Òrìsà e como filho, do que propriamente dito com a dança). No entanto, o que mais vejo por aqui, são as chamadas “Èkèjí Bailarinas”, que pulam à frente do santo, para dançar e tomar Hun. Essas, certamente não vêem o Ojá do Òrìsà caindo, sendo que estão muito mais preocupadas em arrumar o seu Alaká (pano da costa), que soltou ante a sua performance diante dos atabaques.

Você nunca verá esse tipo de “Èkèjí” com uma toalha para enxugar o santo. Não verá o amor com o Òrìsà, pois na interpretação do seu papel, vale a sua imagem e, ela não enxugará o Òrìsà, “minorando” sua imponência. E, nem tente sugerir para ela fazer isso com o seu Alaká, na falta da sua toalha... receberá uma “baixa” da “Mãe Èkèjí”.

Perdoem-me, as que não se enquadram no que disse, mas não posso furtar-me de falar o que presencio e tapar o sol com a peneira.

No entanto, a grande maioria que porta-se dessa maneira, não tem culpa direita, pois aprenderam dessa forma, não tiveram referencias e, aí sim, a exemplo da cultura dos Ogans em SP, a cultura relacionada às Èkèjí também não chegou à sua intensidade aqui. Coisa que vejo de forma muito triste, pois quando de “tombo”, as Èkèjí são figuras da mais elevada importância. Foto: Ekeji Célia.

Outra característica distinta é a forma de se vestir. Se eu for à Casa Branca, por exemplo, facilmente consigo identificar uma Èkèjí. Geralmente estão com saias sem anáguas, ou com um chamado “Vestido Nàgó”, quando não de tailleur. E isso tem uma razão muito simples. Elas precisam de mobilidade para ir à todo lado, para correr à busca das coisas do Santo. Coisa que fica dificultada com as anáguas de baiana.

Agora, repisando a questão da ÈkèjíTomar Hun”, me digam, vocês imaginam uma pessoa de “Vestido Nàgó”, no chão, caçando com Òsóòsì? Não! Elas não vão ao chão com o Òrìsà, como disse anteriormente, elas o acompanham! Muito provavelmente uma Grande Èkèjí estará atrás do Òrìsà, pronta, caso seja necessária sua intervenção.

Bom, como falei no início do texto, esse tema não me pertence, mas escrevi um pouco sobre minha visão, em respeito às pessoas que me pediram e, sobretudo, por acreditar que a importância dessas criaturas deve novamente ser exaltada. E, para tanto, creio que as Èkèjí, busquem informações sobre sua real condição e sobre o seu real papel dentro das Comunidades Nàgó. Conversem com seus Sacerdotes, busquem com ele, orientações acerca da sua condição dentro do Ilé Òrìsà, espelhem-se nas grandes Èkèjí.

Deixo aqui, o meu carinho especial à algumas Èkèjí que admiro, algumas que conheci e outras que infelizmente não. Minha Mãe, Èkèjí Nalva, Èkèjí Crispina de Omolu, Èkèjí Angelina do Osumare (i.m.), Èkèjí Cabloca (i.m.), Èkèjí Marília do Ajagunan e a venerável Èkèjí Célia do Ile Nide (i.m), Tia Dete, Èkèjí  do Oba Toni, Tia Dalvinha e tia Terezinha, Èkèjí da Casa Branca.

Findo esse post, com uma frase que ilustra o sentimento de amor de uma Èkèjí com o Òrìsà. Não por acaso, daquela que vislumbro como a maior Èkèjí dentre todas, a venerável Mãe Sinha da Casa Branca do Engenho Velho. Uma mulher digna, que ama os Òrìsàs, que os trata como Deuses que são e, sobretudo, luta para a continuidade da sua religião. Numa entrevista que ela concedeu ao meu Pai, há alguns anos, proferiu: Foto: Ekeji Sinha e Eu.

Meu maior orgulho na vida, foi ser escolhida pelo Òrìsà e, atravessar o barracão de braços dados com ele, isso é algo indescritível, meu filho”...



Sem mais,
Opotun Vinicius

15 comentários:

  1. nossa essa postagem tal como as outras esta otima , essa no entanto esclarece qualquer tipo de duvida parabens e o vicio continua kkkkkkkkkk abaraços

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  2. Pai ogan como sempre sábias palavras,espero mesmo que muitas pessoas passem por aki e tomem como lição as palavras que são de grande sabedoria....
    Que pai ogum lhe abençoe sempre....
    Beijokassss

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  3. Perla,

    Obrigado! fique feliz que tenha gostado!

    Abs.,
    Vinicius

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  4. Mirian,

    Que bom que está viciada no Blog, lamento por não ter tempo para escrever mais sobre esse mundo que tanto me encanta, mas sempre que consigo, procuro trazer um importante tema.

    Abs.,
    Vinicius

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  5. Carla,

    Que bom ler isso vindo de uma Ekeji, fico muito contente em ver que aos poucos, o meu objetivo de levar ao público, a visão que aprendi sobre o Candomblé, está sendo alcançado.

    Abs.,
    Vinicius

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  6. Kolofé,Ogan Vinicius,acompanho e leio todas as postagens do seu blog e a cada leitura aprendo cada vez mais, com essa postagem sobre as ekejis, fiquei muito emocionada e feliz.Fui agraciada ao ser escolhida por Oyá para ser sua ekeji,e estou aprendendo todos os dia, jamais serei perfeita, mas quero ser não igual,mas sim ter um pouco do conhecimento e rumbé das Ekedis mais velhas, por que o amor e a devoção para com os orixas eu tenho,agradeço por dividir um pouco de seus conhecimentos, sei que é muito importante para quem leva a nossa religião a sério e com fé.

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  7. Olorun Kolofe!

    Por vezes, posso até parecer repetitivo, mas de verdade, fico muito feliz e emocionado em receber comentários como o seu, pois mostra que a semente que estou plantando em divulgar nossa religião está germinando de forma satisfatória, muito obrigado pelas palavras. Veja quanto é bonito o que você disse: “fui agraciada ao ser escolhida por Oya para se sua Ekeji”. Essas palavras, mostra o carinho que você tem por Oya e, principalmente, o orgulho em ter sido escolhida por ela. E não tenha dúvidas de que você está no caminho certo, pois o maior “hungbe” que as grandes ekejis da Bahia tem é justamente o orgulho em ser Ekeji e o amor em poder dedicar-se aos Orisas. E sempre que possível e dentro do que aprendi, vou sim, dividir nesse espaço.

    Asè,
    Ogan Vinicius

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  8. Seus relatos são para mim filmes que ja assisti varias vezes,Sua bença pai,seu blog é fantastico.

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  9. amocoiu ogã vinicius.Adorei este documentário sobre as ekedjs,tbm sou uma da casa de angola tombecí kassingenain hoje conhecida como ilê asé danjibeuá o herdeiro.As coisas ditas são realmente verdadeiras não vemos mas o respeito e amor pernate ao orixá hoje em dia,mas me orgulho em dizre que aprendi algumas coisa e como me indentifiquei com outras.Pois o que aprendi é exatamente isso o laço,carinho,respeito e amor ao orixá,pois não há ninguém maior que o orixá.Se não fosse ele nos escolher e vir nos abençoar não existiria ekedji.Obrigado por postar essas palavras para muitas que se dizem ekedji apenas para saber que tudo no candomblé é e sempre será humildade e respeito perante a todoa os adebtos da ceita e deuses (nossos pai e mãe).Muito asé para vc e sua sabedoria.LOyamegileci.

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  10. Loyamegileci,

    Olá Makota, que bom ver a participação de pessoas também do Candomblé de Angola, fico bastante feliz! Isso é o principal, o Amor ao Òrìsà. Tudo que fazemos é pelo Órìsà e deve ser assim! Espero contar com sua participação sempre!.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  11. Excelente post sobre essas maravilhosas mulheres.
    A Iyarobá de minha Mãe faz jus ao título que recebeu, e trata tanto a Deusa Oyá como a Iyalorisá como verdadeiras ranhas.

    Penso em imprimir e mostras para ela, como uma homenagem, e também pra mostrar àquelas que não têm o mesmo comportamento como deveriam ser.

    Bença, e até o próximo post...
    Ogan Julio.

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  12. Ògán Júlio,

    Obrigado! Quem bom que gostou da postagem! Isso é o importante, as Ekeji/Iyaroba/Makotas possuem um papel fundamentalmente especial, seja com os Deuses, seja com os seus zeladores. Poxa, fico mais feliz com a divulgação do material. Espero que ela goste!!!!

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  13. Somente meu muito obrigada pela homenagem, me sinto honrada de ser citada entre estas grandes mães que eu também tenho muita admiração e gratidão por me passar tão gentilmente seus conhecimentos fazendo assim, com que me torne a cada dia uma pessoa melhor para o asé. Estou só começando tenho muito o que aprender mas a primeira lição que me foi passada por meu pai Alabiy é muito simples, importante e especial e é o que faz toda a diferença no cuidado ao orisas seja na energia que se sente, no corpo do omó orisa ou mesmo no assentamento do orisa, aprendi a Amar o orisa!
    Desejo que todos os orisas te abençoem e te olhem sempre Vinicius, minha grande admiração pelo seu trabalho não só nesta postagem mas nas outras também, é de forma muito carinhosa que nos trás tanto conhecimento e informação.
    Obrigada mais uma vez
    Abraços Èkèjí Marilia do Ilê Ase Ajagunan

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  14. Ekeji Marília,

    Não há o que agradecer. A menção do seu nome nesse artigo deve-se a sua postura de grande Ekeji, frente aos Deuses Africanos!!! E como você mesma disse, tens o principal: “AMAR O ORISA”. Parabéns!!!!!

    Abs.,
    Vinicius

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