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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Você vai à Uma Festa Para Sentar ao lado dos Atabaques ou Para Receber o Abraço dos Òrìsàs?

Recentemente li no perfil do Facebook do amigo Anderson, uma frase que convida-nos à uma importante reflexão. A saber: “Algumas pessoas ficam chateadas por conta de um Sèré, de um lugar mais próximo dos atabaques...quando vamos à visita de alguma casa de Asè, ficamos felizes em apenas o Òrìsà nos abraçar”.

Em verdade, não sei à quem a frase se destina ou o que exatamente a impulsionou, mas achei um ótimo mote para essa postagem.



Ao ler, refleti sobre algo. Será que ao longo dos anos, as pessoas deixaram de ir às festas para comungar com os Òrìsàs, para somente receber um abraço, uma benção e, ao invés disso, galgar nas comunidades religiosas um espaço social que, fora destas comunidades seria impossível de se conseguir?

Deparamo-nos hoje, com uma elevada busca de ascensão social dentro do Candomblé, como forma de preencher uma lacuna existente na vida social da pessoa. O que quero dizer  é que, infelizmente, há pessoas que só são alguma coisa segurando um Sèré na roda de Sàngó ou dançando na “Roda do Centro”.

Pessoas assim são comuns em nosso meio e não são difíceis de identificar. Geralmente param na porta do barracão, esperando a reverência dos atabaques (se não dobrar, não entram). Quando começa a roda, imediatamente se levantam, olhando atentamente para o Sacerdote que está “distribuindo” os Sèré, com um olhar de indagação:

Será que ele não está me vendo aqui, eu já tomei meu sete anos há um mês, sou egbon-mi tenho direito à Sèré, ele não vai me entregar?”.

No entanto, o que mais nos permite identificar a grande maioria das pessoas com esse perfil, não é o que elas são dentro do Candomblé, mas sim, o que não são fora dele. As pessoas que ficam à espera do dobrar dos atabaques, do Sèré, enfim, não conseguem em suas vidas sociais nenhum tipo de prestígio, de reconhecimento, recorrendo à religião para não sucumbir ao anonimato.

O mesmo se aplica à alguns Ogans, que vão às festas sem ao menos atentarem-se que existe um Òrìsà na sala. Para esses, o Candomblé só terá sido bom, caso eles tenham conseguido cantar (umas trinta cantigas – de Cuba - no mínimo).

Essas pessoas, durante uma festividade religiosa, tem os seguintes anseios:

Os Ogans:
Tocar Hun (ninguém quer tocar , quem dirá Agogo);
Cantar (se não cantarem, o Candomblé não foi bom);

Babalòrìsàs/Ìyálòrìsàs:
Pegar o Sèré na Roda (se forem preteridos, o Sacerdote da casa visitada não lhe tratou como merecia);
Sentar ao lado dos Atabaques (novamente, diante dos seus 7, 8, 15 anos de santo, sentem-se preteridos ante à uma Agba de 50, ou de uma senhora com bebê no colo);
Acompanhar os Òrìsàs na dança (leia-se, tomar Hun ao invés do Òrìsà).

Ekeji:
Tomar uma postura de Ìyálòrìsà.

Agora sei que todo mundo vai falar, uma vez mais: Esse Vinicius é grosso, ortodoxo, com mente de gente velha.  Em verdade, acho que sou tudo isso mesmo, que bom que tive escola! Obrigado à todos os meus mestres por tornarem-me assim! Mas, então eu digo, será que somente eu penso desta forma? Reflitam sobre os questionamentos abaixo e acho que descobrirão que não:

Quantas vezes você (Babalòrìsà, Ìyálòrìsà, Ogan) já teve seu repertório “cortado” por alguém que “atravessou” sua seqüência sem sua autorização, naquele momento em que você havia parado para respirar ou tomar um copo de água?

Quantas vezes você (Babalòrìsà, Ìyálòrìsà) não se sentiu ameaçado em, por exemplo, entregar um Sèré, diante daquele olhar de questionamento de um visitante?

Quantas vezes você (Ogan), não foi ironizado por alguém que lhe disse: “Porque você não dobrou o couro? Não me viu na porta não”?

Quantas vezes você esperou de uma Ekeji, um simples “enxugar” do suor do Òrìsà, mas o que ela queria mesmo era o holofote?

Quantas vezes você (Babalòrìsà, Ìyálòrìsà) ao ver algum determinado Ogan chegar em sua casa, não disse: “Pronto, hoje vai ter tumulto, só ele quer cantar as cantigas inéditas dele e deixar o barracão em silêncio, hoje não será um dia fácil”.

Mas porque as pessoas agem dessa forma? Repiso, a necessidade de auto-afirmação dentro do Candomblé. Mas há uma coisa que incomoda-me, sobejamente nesse sentido. A falta de respeito à casa de outrem! Vejamos, quando vamos à visita de alguém não podemos almejar o Hun, o Sèré, o “Dobrar dos Couros”, “Calar o Barracão com as Inéditas de Cuba ou de uma nação que não a da casa”, “Dançar como num corpo de Ballet”, etc. O que sim devemos almejar é: “Sentir a presença do Òrìsà”, “Ser Abraçado pelo Òrìsà”. É para isso que devemos ir à uma festa.

É claro que, se lhe pedirem (vejam bem, se pedirem) para cantar, cante: Mas cante as cantigas tradicionais, que todo mundo conhece, ninguém vai lhe “olhar torto”. Não faça “cordões” de 30 cantigas, cante somente três e entregue ao dono da casa, se ele gostar do que você fez, certamente ele vai lhe dizer: “Cante mais três ou cante mais cinco meu filho”.

Não peça pelo Sèré, deixe isso para os Donos da Casa, se for do seu destino segurar certamente o Òrìsà irá lhe proporcionar isso um dia. O Candomblé é uma ciência, a ciência de saber esperar o seu momento. E, digo-lhe essa espera não dura somente sete anos, não!

Novamente, muitos vão dizer, isso é um absurdo, ele quer nos cercear do direito que adquirimos ao longo de “todos os nossos sete anos de iniciado”. Será mesmo?

Vejo muita gente aqui, ficar revoltada quando chega à uma Casa de Candomblé e ninguém lhe pede para pegar o Sèré, dançar, sentar ao lado do atabaque, etc. Senão “dobrar o couro” então, nem passa da porteira. Saem reclamando de tudo, que as pessoas são mal-educadas, os Ogans são grossos, o Sacerdote não é bom anfitrião, etc. 

Entretanto, vejo as mesmas pessoas chegarem à Salvador, sentarem-se na assistência e, humildemente, praticamente no anonimato, assistirem a Cerimônia sem nada questionar. Por vezes, encontram outro “anônimo” na mesma situação e, juntos comentam: “Você viu que festa bonita? Toda organizada? As pessoas não invadem o salão, que coisa linda”!

Os Ogans, quando vão à Salvador, permanecem também no anonimato, na assistência, ouvindo geralmente aquelas cantigas que eu digo que estão em extinção, tal como: “Onile Wa Lese Òrìsà”. Esses, em suma falam: “Tá vendo aí? Agente canta mais de 500 cantigas em uma festa e aqui eles não passam de 50, ficam cantando as cantigas do disco de Seu Luiz da Muriçoca”..... Nesse aspecto, penso eu, quiçá todos soubessem um décimo do repertório de Seu Luiz da Muriçoca, da sua melodia, quiçá....

Mas, porque respeitam Salvador e não respeitam as casas dos Confrades que habitam na mesma cidade? Fácil, aqui sempre haverá alguém que lhe conhece e, poderá dizer:

Você viu? Beltrano estava na casa de fulano e, sequer foi convidado à roda”.

Novamente, o que sobressai é a busca pela ascensão social dentro da religião. Nessa ótica, cremos que devemos pensar o que é uma religião? para que vamos à uma festa? para que estamos no Candomblé?

Eu não escolhi estar no Candomblé, fui iniciado quando criança, sem saber o que estava fazendo, mas graças à meu Pai e, ao seu bom censo, fui iniciado. Entrei por vontade dele e, certamente, por que os Òrìsàs o encaminharam para isso. Mas se hoje estou é por um único fato: “AMO OS ÒRÌSÀS”. Amo atabaque, mas não saio da minha casa para visitar um amigo, esperando que eu faça o “Hun” aquele dia, não saio da minha casa, esperando que vou colocar o repertório do meu Asè, no Asé de um amigo. Como disse:

Se me pedirem canto, se me pedirem toco e se não me pedirem? Vou aguardar ansioso um Òrìsà me abraçar, ou tocar meu Ori com seu Ofá, com seu Sasara, com seu Ibiri, como quem diz: “Você é meu filho, fique tranqüilo que estou olhando por você”!

Aos Sacerdotes, humildemente peço que ensinem aos seus filhos:

Ensinem que vamos à uma festa para comungar!
Ensinem que vamos à uma festa para receber a energia do Òrìsà;
Ensinem que um abraço do Òrìsà, pode curar males;
Ensinem que os Òrìsàs são os nossos DEUSES e, como Deuses, somos nós, seus filhos que devemos reverenciá-los – existe algo mais antagônico que pedir para o seu Deus bater cabeça para você?
Ensinem que na sua casa, eles podem cantar, dançar, pegar Sèré, mas que, quando visitarem uma casa, procurem sentir a energia do Òrìsà e, nada mais;
Ensinem aos Ogan, que guardem os Oyes para suas casas, pois o que enaltece o Rei de uma casa, pode estar afrontando ao Rei da casa vizinha;

Mas, sobretudo, ensinem àqueles que lhe seguem que o Òrìsà está acima de tudo e de todos! Vamos esquecer os holofotes, vamos esquecer as cadeiras ao lado do atabaque, vamos esquecer o “dobrar dos couros” e, vamos voltar a gritar “Ogun Ye”, “Oke Aro”... Lembrem-se, Deuses são os Òrìsàs, nós somos somente, apenas e nada mais que seus súditos, então se tiver que dobrar Atabaques, o farei sim, com muito gosto, para os Òrìsàs.

Não quero dizer com meu texto acima, que devemos extirpar do nosso convívio as reverências aos amigos. Entretanto, peço que reflitam sobre a condição de um Sacerdote, que esteve dias preocupado com o andamento da obrigação, com o Oro, com o Ipade, com a satisfação do Òrìsà, para as vezes, ser julgado, pois esqueceu de colocar uma pessoa em uma cadeira melhor, enquanto estava preocupado em sentar o Òrìsà.

Sem mais,
Opotun Vinicius

32 comentários:

  1. Adorei a matéria ... Muita boa, escreveu tudo aquilo que realmente precisava ler ... Abraços e Orisá continue sempre olhando por nós ... Mojubá Opotun Vinicius.

    Egbònme Anderson tí Ogún

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  2. Com certeza meu irmão, esta é uma postura adequada para pessoas que precisam se auto-afirmar, pois, não devem ser mais nada em sua vida cotidiana, e querem usar da religião como degraus para se sentirem importantes e estas criaturas se acham superiores aos orisas. Quando eu vou a candomblés vou com o intuito de ver, abraçar, cantar e louvar os orisas, alem de ir participar de um ritual ao qual dou importância e não exijo esta importância para mim que sou muito pequena diante dos orisas. Não sentar ao lado do atabaque sinceramente para mim é melhor, pois, o atabaque é feito para os orisas dançarem, e tenho pleno conhecimento disso alem de não existir espaço para tantas cadeiras tanto quanto existem pessoas para ocupa-las. Conhecimento este que faz falta para essas criaturas. Os instrumentos usados no culto dos orisas são de uso exclusivo para os filhos da casa e se o Zelador (a) acha que deve entregar qq instrumento para uma visita não significa que aquele que não recebeu tem menor valor, mas, sim que aquela visita pode ser de um determinado orisa que não é o seu, pode ser mais intimo na casa de que vc, ou simplesmente por ter acontecido de o Zelador (a) não ter se apegado a este detalhe por te achar superior a isto. Resumindo não existe instrumentos ou cadeiras suficientes para o tanto de pessoas que ja tem seus 7 anos tomados, e todos podem deixar de ser pequenos diante da imensidão da nossa religião. Não sei para quem seria este comentário, mas, com certeza esta pessoa esta em um dia ruim.

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  3. VAMOS BRINCAR UM POUQUINHO.É CLARO SE FOR VC PAI ROBSON Q ESTIVEREM NO ATABAQUE SERIA OTIMO ESTAR DO LADINHO SO PAA PODER OUVIR A PERFEIÇÃOKKKKK MAS SIM FALTA ISSO HJ NOS CANDOMBLES ATENÇAO AOS ORISHAS .POIS FASEMOS TAO POUCO A ELES E RECEBEMOS MUITO NESSE CASO ESTOU FALANDO DA MINHA PESSOA.POIS DESDE DE QUANDO FUI INICIADA SO TENHO A AGADECER ABRAÇOSSSSSSSSSSS

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  4. eu concordo com vc em numero genero e grau!!mas tbem me pergunto, se estas regras veio das pessoa ao longo do tempo ou da cultura em si?eu particularmente prefiro ficar centrada em orixa pois nao gostaria de chamar a atençao para mim em lugar nenhum.mas ja percebi q ninguem se abilita a pegar um pano q cai de um orixa por exemplo,e nao acho grosseria de sua parte nao,vc só esta constatando do que nos presenciamos!!motumba e parabens pelo blog!!!

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  5. BOM É TÃO BOM VIR AQUI LER ALGO QUE NOIS SERVE MEU IRMÃO TENHO CERTESA QUE ORISÁ LHE USA NESSAS SUAS ESCRITAS ABENÇOADAS PARABÉNS HJ O QUE FALTA HUMILDADE O POVO HJ SO FALA NAS GRANDES CASAS AI POR ASE AQUELE ASÉ AQUILO PORQUE SOU DE TAL ASÉ MAIS ESQUEÇA QUE O MESMO ORISÁ DA CASA GRANDE É O MESMO DA AQUELA CASA FICA ANONIMA O REALMENTE FALTA POSTURA MAIS FIKA PERGUTA A VC MEU CARO IRMÃO O QUE ACONTEÇEU CANDOMBLÉ ANTIGO PRA DE HOJÉ SERÁ QUE CULPA NÃO FOI DE MUITOS ANTIGOS QUE FEZ COM QUER ESTA BANALIDADE ESTEJA TÃO NO MOMENTO DA NOSSA RELIGIÃO .

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  6. Deus o Salve, Ogan Vinícius!

    Creio que tudo o que havia para ser dito e refletido, você o fez em alguns parágrafos.

    Me identifiquei com cada palavra, pois, também compartilho do mesmo pensamento - graças à minha mãe carnal - e ela, inclusive, já foi criticada por tal concepção.

    De tudo, o que realmente vale é a aceita~]ao e satisfação do orixá - penso eu.

    Há uma cantiga de uma das entidades dela- minha mãe- em que se diz: UM ABRAÇO DADO DE BOM CORAÇÃO, É MAIS UMA BENÇÃO. É "A" BENÇÃO E UMA BENÇÃO!

    É esta idéia e noção da coisa, que cela por completo qualquer dúvida que UM DIA possa me acometer sobre o caminho que decidí seguir não só por vontade , mas principalmente, por permissão dos Orixás.

    Que pai Ogun nos abençõe sempre em nos dar cada vez mais vida e humildade, para "apreender" visões com quem busca aprender e repassá-las!

    A sua benção e a dos demais, sem exceção

    Alexandra ((Oju OyIn))

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  7. Sem comentários... simplesmente lindo, nem sei se choro ou se caio na gargalhada, mas orisá é orisá e eles sabem nossos caminhos, ótima reflexão e compartilho de tudo isso descrito acima! Meu irmão disse tudo o que em muitos momentos eu diria e pensaria! Sensacional!
    Sinto minha alma lavada com isso, é tão real, é tão comum isso em nossa sociedade, minha nossa!
    Sou meio polêmico também e as vezes me irrito um pouco com algumas pessoas, essas mesmo, do mesmo nível das que imploram por um sére, certamente são as mesmas que ao dançar e louvar o orisá Ogun, ao invés de impor sua espada e seu escuto, parecem passar manteiga no pão com tendinite!

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  8. Egbon-mi Anderson, meu irmão!

    Primeiramente, muito obrigado pela participação aqui nesse espaço, sobretudo por essa postagem em específico ter sido alavancada em função da sua frase no Facebook. Fico feliz que tenha gostado e, nosso Pai Ògún que olhe sempre por nós!!!!

    Abs.,
    Vinicius

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  9. Lú, minha querida irmã!

    Olha que coisa importante que você mencionou, com toda propriedade: “Os instrumentos usados no culto dos Orisas são de uso exclusivo para os filhos da casa e se o Zelador (a) acha que deve entregar qualquer instrumento para uma visita não significa que aquele que não recebeu tem menor valor, mas, sim que aquela visita pode ser de um determinado Orisa que não é o seu, pode ser mais intimo na casa de que você, ou simplesmente por ter acontecido de o Zelador (a) não ter se apegado a este detalhe por te achar superior a isto”... Em verdade, nossos instrumentos são consagrados e, pessoas da casa são preparadas para manuseá-los, não podendo estar de mão em mão. Outra verdade que disse: “querem usar da religião como degraus para se sentirem importantes e estas criaturas se acham superiores aos Orisas”. Esse é o grande problema, a criatura sentir-se superior aos Òrìsàs, acho que depois desta postagem vou ter que andar de segurança, mas......enfim, minha consciência está tranqüila.

    Abs.,
    Vinicius

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  10. Miriam,

    Quando meu Mestre Robson está no Hun, até eu quero ficar ao lado dos atabaques, dessa forma absorvo mais os seus ensinamentos. E é verdade: “Fazemos tão pouco à eles e, recebemos muito”. Acho que devemos propagar o sentimento de agradecimento aos Òrìsà, à tudo que eles nos fazem, a importância que eles tem em nossas vidas. Eu só sei de uma coisa, só existo porque Òrìsà existe!

    Abs.,
    Vinicius

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  11. Fabi, bom dia!

    Eu estaria mentindo se falasse que tudo nasceu aqui no Brasil. Na África, por exemplo, em festividades de um determinado Òrìsà em uma cidade, os reis vizinhos vão prestigiar. Ao chegar, essa comitiva é recebida com honras, mas pára por aí. O problema é que por aqui, os Alejo (visitantes) querem ser mais que os Onile (donos da casa), aí começa o problema e disputas. Continue centrada no Òrìsà, pois tenho certeza que ele sempre estará olhando por você! Obrigado pelo apoio e incentivo, vou continuar com esse trabalho de levar um pouco, um pensamento um pouco diferente do que estamos vendo mais recentemente na nossa religião.

    Abs.,
    Vinicius

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  12. Meu irmão Ailton,

    Fico muito lisonjeado com suas palavras, não quero ditar regras e nem sou ninguém para isso, mas sei que posso expor minha opinião, ainda que a contragosto de muitos e, nesse sentido, vou continuar fazendo com minhas linhas. Engraçado que muitos desses Asè recebem essa pompa toda por aqui, pois na matriz muitos nem dão importância para isso, são pessoas humildes, que amam os Orisas. Em parte, a culpa tem a participação de alguns antigos sim, que ajudaram a criar todo esse misticismo. Mas, os jovens tem um importante papel, o papel de resgatar. Nossa cultura é tão linda e rica, que não temos que reinventar a roda, basta procurar tentarmos fazermos como os antigos (aí antigos mesmos, os pioneiros os que fizeram com que o Candomblé chegasse até nós).

    Abs.,
    Vinicius

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  13. Alexandra, bom dia!

    Olha, que pena que não me lembrei desse cântico quando escrevi a postagem, pois ele é uma grande verdade e, lhe digo mais, me trás grandes lembranças. Quem bom que você mencionou, fiquei muito contente mesmo! E rogo também que os Òrìsàs nos dê vida e humildade, para que quem sabe um dia, consigamos cultuar mais os Deuses e menos as pessoas.

    Abs.,
    Vinicius

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  14. Meu irmão Diego,

    O que digo diante do “ao invés de impor sua espada e seu escudo, parecem passar manteiga no pão com tendinite”? Acho que cada vez mais, devemos ecoar nossos pensamentos, mesmo que sob pena de sermos alvejados, criticados. Por muito tempo, guardei o que pensava, mas hoje penso que devemos participar isso, pois há muitas, muitas pessoas que ainda pensam dessa forma, e sentem-se prisioneiros, precisando somente de um espaço para falar.

    Abs.,
    Vinicius

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  15. Na verdade estamos em falta, falta de bons atabaques tocados, bons cantadores(SOLISTAS, temos aos montes mas quem cante para que as pessoas entendam e respondam é artigo de luxo) Ta faltando orixá e sobrando cabeças vazias, ta sobrando brilho, plumas e paetês e faltando pés no chão, ta sobrando sexualidade e faltando respeito, ta sobrando gente e faltando pessoas, ta sobrando dinheiro e faltando fé, ta sobrando Padilhas e faltando Encantados, INFELIZMENTE, Vi, quem tiver a honra de sentar perto de um bom atabaque e receber o abraço de um bom santo, que dê-se por satisfeito. Um abraço meu preto, e meus eternos reseipeitos.

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  16. George (Scarref), meu fidalgo do Ilé Ibualamo, agora catedrático da UFBA.

    Acho que você discorreu muito bem. Hoje temos um grande problema que é o excesso do supérfluo (a redundância aqui é válida) e a escassez do primordial. Nada mais a comentar ante aio pensamento mútuo, como sempre genial.

    Abraços Preto e, em breve veremo-nos na santa terra de Salvador.
    Vinicius

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  17. Por Ogan Douglas ty Logun-edé

    A bênção meu Velho!
    Estamos aqui a frente de mais um importantíssimo post, redigido por um exemplo de Ogan, exemplo esse que venho a cada dia vendo, lendo, praticando e tentando lentamente e sem pressa aprender sempre mais!
    Parabenizo-o mais um vez Vinicius, e desejo que coração que um dia tenha oportunidade de conhecer, tocar e aprender ainda mais com vossa pessoa.
    São posturas e pensamento desta diretriz que buscamos independentemente do tempo ou idade, num Ogan mais velho, e até mesmo nos irmãos!
    Que Baba mi Logun-edé e regue de alegrias, sabesoria e boas caças!

    do seu amigo...
    Ogan Douglas ty Logun-edé

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  18. No meio de tantas postagens tão bem escritas, só tenho q dizer, mais uma vez, que suas matérias sempre tentam nos mostrar que o caminho mais sábio e correto a seguir, é o mais simples, mas por conta dessa falsa ascensão, ninguém mais quer ajudar nas tarefas do axé, ninguém quer mais passar horas e horas ouvindo várias rezas, para ver se aprende uma e depois em outra oportunidade aprender outra. Hoje, para muitos, a grande finalidade da religião é a disputa de conhecimento, de status, onde a fé, que é aquilo que deveria ser mais importante, fica rebaixada à condição de mera crendice, algo sem nenhum valor, pois a fé não vê, não se toca, não se vislumbra através de materialidades, sente-se intrínseca na alma, no coração, no pensamento de nos colocarmos como filhos dos nossos orixás e não como seus concorrentes, como se a casa de axé fosse uma casa de espetáculos onde essa pessoas com necessidade de aparecer, querem se tornar protagonistas a todo custo. Uma pena que as coisas tenham chegado a esse ponto.

    Sem mais!

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  19. Mojúba!!! e meu colofé Olorun! Agradeço á olorun por o senhor existir! O senhor e o porta Voz,do que esta realmente acontecendo no meio candomblecista!!! Baba! o senhor disse tudo!! e mas alguma coisa!!!Eu na minha ignorancia quando vou asistir a um toque!costumo dizer que sou convidado do orixas e venho para reverencia- los!!fico no meu cantinho so capitando energia e glorificando os Orixas , Eu os amo!! e preciso muito deles!!e o "ar" que respiro! Gostei ,muito o " SENHOR E VERDADEIRO E TRANSPARENTE" Meu colofé, Sempre! MOJUBA!!!

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  20. Ogan Douglas,

    Obrigado pelas palavras, minha maior motivação é saber que, por meio desse singelo espaço posso além de expor minha opinião no que tange a nossa religião, deparar-me com manifestações como a sua. Não sou exemplo, muito pelo contrário, sou ainda um principiante no que se refere o modelo tradicional do Candomblé, mas tive sorte. Sorte por ser filho de quem sou, por ter sido iniciado por quem fui, por ter conhecido grandes exemplos e, talvez, coragem em por em público o que muitos comungam, mas não se expõem por medo. Muito obrigado!

    Abs.,
    Vinicius

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  21. Carlos (Ozmandias),

    Você como sempre, assíduo neste blog, participando ativamente deste trabalho, fico muito feliz com isso. Olha, existem cantigas que demorei anos para aprender, ouvia um pedaço em uma festa, decorava e, rezava para cantarem na outra festa para aprender o outro trecho. O mesmo ocorreu e ainda ocorre com os toques do Candomblé. Teve casos que demorei quase a minha vida para aprender determinado toque, não pela dificuldade em si, mas simplesmente por não ouvir ninguém tocar. Há ainda outros, que não tive a oportunidade de aprender, mas se for de vontade dos Orisas eu vou aprender. Com muita razão você disse: “Hoje, para muitos, a grande finalidade da religião é a disputa de conhecimento, de status, onde a fé, que é aquilo que deveria ser mais importante, fica rebaixada à condição de mera crendice”. Parabéns pelas sábias palavras e, novamente, obrigado!

    Abs.,
    Vinicius

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  22. Neia,

    Mojubase! Mojuba? Confesso que quando iniciei esse trabalho pensei: “Sou louco, vou escrever um monte de coisas, um monte de gente vai me odiar e vou precisar andar com segurança em visita à um amigo”. Sei que realmente há algumas pessoas que estão me odiando em função do que escrevo, mas, jamais imaginei e isso é a mais pura verdade, que teriam pessoas que iriam gostar desta iniciativa, como a senhora relata. Como fico contente, feliz e, sobretudo, motivado em continuar quando leio comentários como os da senhora. Esse é o objetivo de fato, captar, receber a energia, a dádiva que os Deuses que os nossos Orisas têm a nos dar. Obrigado pela participação e belas palavras. Obrigado.!

    Abs.,
    Vinicius

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  23. Primeiramente sua Benção Pai Vinicius?

    Mais Uma vez o senhor nos surpreende com seu conhecimento e vivência e acima de tudo com suas palavras muito bem elaboradas que tenho q partilhar da opinião de uma amigo acima que escreveu:"suas palavras são como instrumentos do Orisá". Procurando discorrer sobre coisas que não se falam q não se comentam e qual o motivo de não se comentar. Qual o Tabu acerca de se falar sobre isso e sobre muito mais coisas ERRADAS que fazem por ai seja por falta de VERGONHA NA CARA, FALTA DE CONHECIMENTO E ATÉ MESMO FALTA DO BOM SENSO.
    Que nosso pai Ogun continue nos presenteando com suas postagens de muito asé e de muito ensinamento e que possam ser complemento e um adendo aos Sacerdotes para repaginarem seus ensinamentos quanto a função e POSTURA de uma pessoa que tenho tomado seus 7anos tanto quantos as Ekejis e Ogans.

    Asé Pai Vinicius
    Ogun Modupe!

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  24. Ogun nos abençoe, a bênção!

    A cada dia que entro no blog e, deparo-me com esse tipo de comentário fico emocionado. Como disse, não imaginava que esse veículo seria visto por tantas pessoas e, principalmente que, as pessoas iriam gostar daquilo que escrevo. Sempre pensei em como poderia contribuir um pouco para a edificação da nossa cultura e, hoje, acredito que por meio da escrita e, sem ter medo de colocar a minha opinião em público estou enfim, fazendo isso. Fico as vezes, tristes por algumas pessoas pensarem que essas publicações são direcionadas, coisa que afirmo peremptoriamente que não, mesmo por que não mando recado. Fico muito agradecido e emocionado com suas palavras, motivando-me a continuar nessa luta.

    Abs.,
    Vinicius

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  25. APRAZÍVEIS SÃO SUAS PALAVRAS, MEU CARO!! VÊM DE ENCONTRO COM O QUE NOS DEPARAMOS NO COTIDIANO DE NOSSA RELIGIÃO.PESSOAS MESQUINHAS, PARA NÃO DEIXAR DE USAR UM TERMO CHULO, "UNS PÉ DE CONGA",QUE EM VERDADE NÃO TÊM UM "GATO PRA PUXAR PELO RABO",E POR CONTA DOS MOTIVOS JA ABORDADOS POR VOSSA SENHORIA,PRECONIZAM OS FEITOS POR VOCÊ ELENCADOS. O CONJUNTO PROBANTE CARREADO EM SUAS PALAVRAS,VÃO AO BOJO DA QUESTÃO, NÃO RESTANDO A ESSE CONSERVADOR QUE VOS ESCREVE,ACRESCER NENHUM OUTRO TIPO DE COMENTÁRIO.EM TEMPO: "FELIZ DAQUELE QUE CONHECEU E APRENDEU COM MEU PAI LUIZ DA "MURIÇOCA".PARABÉNS.

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  26. Como sempre excelentes esclarecimentos ! Parabéns

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  27. Meu Caro Sasa,

    Como sempre, suas palavras não me deixam nada a comentar. E corroboro “Feliz daquele que conheceu e aprendeu com Pai Luiz da Muriçoca!.

    Abs.,
    Vinicius

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  28. Lau,

    Obrigado pelas palavras e pelo incentivo divulgando minhas postagens na rede. Obrigado!.

    Abs.,
    Vinicius

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  29. Guedes,

    Um prazer saber que está acompanhando o Blog. Obrigado pelas palavras.!

    Abs.,
    Vinicius

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  30. Mtba a todos eu particulamente vou mesmo e buscar o ASÉ um abraço uma palavra não ligo para ficar do lado dos couros querdizer quele monte de pessõas na frente atrapalhando ate para o orisa dançar...
    ja tenho minha casa para tocar

    Alagb jose Roberto

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    Respostas
    1. Grande Zé Roberto,

      É isso mesmo meu irmão, pena que muitos não o fazem....

      Abs.,
      Vinicius

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