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terça-feira, 15 de novembro de 2011

I Encontro dos Grandes Mestres Ògáns de São Paulo

É com grande satisfação que hoje vou postar algumas fotos do “I Encontro dos Grandes Mestres Ògáns de São Paulo”, ocorrido no último dia 11 de novembro.
Inicialmente, quero registrar o meu agradecimento ao meu Pai, O Babalòrìsà José Carlos de Ibùalámo, pela iniciativa única em reconhecer os Grandes Mestres Ògáns, ao CONE (Coordenadoria dos Assuntos da População Negra) e Prefeitura da Cidade de São Paulo, pelo apoio cultural.
Agradeço, outrossim, às pessoas que mesmo em véspera de feriado prolongado e após uma torrencial chuva, compareceram para prestigiar esse primeiro de muitos eventos que ocorrerão, com certeza.
Em especial, manifesto também, minha satisfação em ter visto lá, um grande número de Ògáns que, mesmo não estando na lista desta primeira homenagem, compareceram para prestigiar o evento e os demais Ògáns.
Nesse aspecto, infelizmente não conheço todos pelo nome, por isso não vou listar os nomes para não cometer o pecado de deixar de mencionar alguém. Mas sintam-se igualmente homenageados, pois vocês fazem parte da construção do Candomblé de São Paulo de ontem, de hoje e de amanhã e, muitos já estão na lista de homenageados do “II Encontro” que ocorrerá no ano próximo. A presença de vocês mostrou-nos de forma veemente que, podemos sim ser mais unidos, tornando-nos de fato irmão de fé. À vocês, meus irmãos, o meu muito obrigado, de coração.
Foi bom ainda, ver a presença de Babalòrìsàs e Ìyálòrìsàs, corroborando a importância dos Ògáns no Candomblé.


Muitos dos que lá estavam, inclusive os Ògáns homenageados, me pediram cópia do “resumo” que fiz sobre cada um. Em verdade, ao longo da premiação acrescentei falas que não estavam no meu texto original, no entanto, mesmo assim, vou postar esses introitos, conforme segue:

ÒGÁN OMILOLA
No desenvolvimento da lista dos homenageados, esse foi um dos primeiros nomes a ser recordado. Primeiro pela idade de Òrìsà, sendo que esse Ògán foi iniciado em 1.962 e, nesse aspecto, nossa religião apregoa que “Idade é Posto”. Iniciado pelo venerado Babalòrìsà José Bispo dos Santos (o Pai Bobó), sendo o Asogun de Oyá, é de uma geração em que os Ògán de São Paulo eram tratados como Pai, época em que ao entrar no barracão as pessoas diziam “Chegou a Equipe de Pai Bobó” e que, todos respeitavam e admiravam.
E, sendo um dos homens de confiança de seu Babalòrìsà, cantou e tocou em todas as regiões da Capital Paulista e da chamada Baixada. Muitos dos Pefuré (ensaios de Iyawos) de pessoas que hoje são egbon-mi respeitadas e mesmo Ìyálòrìsàs, foram realizados por esse Senhor.
Nessa homenagem, que tem por objetivo reconhecer àqueles que contribuíram para a construção do chamado Candomblé de São Paulo, jamais poderia faltar esse que, verdadeiramente, teve participação ativa em muitas das casas desta cidade e hoje, ao lado de Mãe Omifa Lóyó e Ògán Luis, dão continuidade ao Ilé Oya Mesan Orun de Pai Bobó. Dessa forma, para nós, é uma grande satisfação hoje, poder homenagear e reconhecer o Ògán Omilola, como ilustre figura do Candomblé Paulista.

TATA TAWÁ
Esse senhor que vamos chamar para ser homenageado é, certamente, uma fonte de inspiração não somente para os membros de sua nação, o Angola, mas também, para religiosos do Candomblé de Kétu e Jeje.
Galgou paulatinamente seu espaço na história e, hoje é, sem sombra de dúvidas, um dos sacerdotes mais expressivos e reconhecidos dos Candomblés de origem Bantu. De reputação ilibada é admirado em São Paulo e Bahia, com a mesma intensidade, seja pela sua postura retilínea na Religião, seja pelo seu acurado conhecimento.
Dono de um repertório único trouxe luz à sociedade, resgatando o dialeto de sua nação e, mostrando-nos a beleza do Candomblé de Angola. Trabalhou e ainda trabalha de forma árdua à busca da preservação e valorização da Cultura Bantu, mostrando com propriedade que, sua nação, o Angola, não deve e nem precisa apoiar-se em fundamentações de outras etnias.
Desta forma, podemos afirmar que as religiões de matriz africana, orgulha-se sobremaneira, em ter em seu colegiado, um membro tão digno e honrado, que nessa noite, recebe essa merecida homenagem, como forma de agradecimento, por todo o trabalho que realizou e ainda realiza em prol da cultura Bantu em São Paulo e no Brasil.

ÒGÁN CLÁUDIO DA GOMÉIA
Esse Ògán que vamos chamar agora, é em verdade, um dos antigos do Candomblé de São Paulo. Foi iniciado na década de 60 pelo Babalòrìsà Joãozinho da Goméia, de quem recebeu o título de Tata Onire Gansú. Acompanhou seu Babalòrìsà em diversas viagens pelo Brasil, possibilitando-lhe dessa forma, a absorção do conhecimento dos mistérios de sua tradição.
Socialmente responsável, desenvolve um belo trabalho voluntário na Região do Vale do Jequitinha, com entrega de roupas à pessoas carentes. É requisitado por muitos, pela sua arte religiosa, sendo considerado um verdadeiro artesão dos Òrìsàs.

OPALAGBE LUCAS
Em São Paulo, quando nos referimos à Ògáns, geralmente estamos falando de um Omo Orisa Adosu não rodante, hoje temos vários exemplos aqui nessa situação, inclusive eu. No entanto, na concepção baiana da palavra, Ògán é o homem confirmado para um determinado Òrìsà, no entanto, não Adosu (Não Raspado). Assim sendo, temos muita satisfação em homenagear esse Ògán, desta feita, Ògán na concepção baiana da palavra, ou seja, confirmado para o Òrìsà, que há mais de 30 anos dedica sua vida aos Deuses Africanos.
Iniciado pela sexagenária Ìyá Jujú de Òsun, é muito provavelmente, um dos poucos, senão o único Opa Labe do Estado de São Paulo e Oju Òsun, fato que lhe confere especial importância nas Comunidades do Candomblé. Perpetua a cultura promovendo cursos relacionados a cultura do Candomblé e, escrevendo na revista Òrìsàs, de Pai Toninho de Sàngó, casa a qual está há mais de 30 anos.

ÒGÁN PAULINHO DE ÒGÚN
Com certeza o Ògán que iremos homenagear desta feita, foi e ainda é, um espelho para muitos dos Ògáns que emergem em São Paulo. Eu mesmo quando criança, o admirava à frente de um Candomblé, tocando e cantando com segurança para as Divindades Africanas e, pensando se, algum dia, iria conseguir conduzir uma cerimônia religiosa como ele.
Iniciado há 35 anos, pelo Babalòrìsà Pércio de Airá, é detentor de dois dos mais invejados títulos masculinos das Sociedades Ketu-Nago, o de Alagbé (Chefe da Orquestra dos Atabaques) e Balogun (título supremo da Casa de Ògún). É como poucos, respeitado e requisitado em diversos Estados deste País, para comandar as festas públicas dos Òrìsàs. Esse Ògán, muito provavelmente foi o primeiro a organizar “times” para com ele orquestrar as festas que realizava.
Em verdade, em São Paulo, quando pensamos em Alagbé, o primeiro nome, sempre a ser lembrado é o dele. Hoje, cumprimos uma justa e merecida homenagem, não somente ao Alagbé, ao Balogun, mas ao homem que ajudou a construir a história do Candomblé de São Paulo, tornando-se o Ògán mais conhecido e requisitado desta cidade. Mais que isso, por meio do seu conhecimento religioso atravessa as fronteiras do Estado e, mesmo sendo Carioca de nascença, engrandece o nome do Candomblé de São Paulo, nos quatro cantos deste País, sempre que convocado para louvar os Deuses Africanos

ÒGÁN GILBERTO DE ÈSÙ
Todos os Ògán que já foram homenageados hoje, e todos que ainda serão, só estão aqui porque fizeram ou ainda fazem algo de especial na nossa Religião ou para a nossa Religião. Alguns foram fundamentais na estruturação do Candomblé de São Paulo, outros são reconhecidamente virtuosos à frente dos atabaques ou exímio cantores. Alguns possuem inteligência fora da média, o que lhes permitiram desmistificar e trazer à tona, preciosas informações sobre a Cultura dos Deuses Africanos. Assim é o homenageado que vamos chamar.
Dinâmico como o seu Òrìsà, não mede distâncias entre cidades, estados e países para divulgar e preservar a cultura yorùbá que aportou em solo brasileiro. Inquieto como o próprio Èsù, não ficou inerte à conceitos estabelecidos e, galgou informações que permitissem entender de forma fim a fim, a sua religião. Divulgou o Candomblé de São Paulo em Congressos Nacionais e Internacionais, em jornais, internet e pela música, por intermédio do Afoxé Omo Dada, contribuindo dessa forma, para um melhor entendimento e absorção da nossa Cultura pelo seu próprio povo.
Certamente, um dos nomes mais reconhecidos do Candomblé de São Paulo, que temos satisfação em chamar para ser homenageado por todos aqui presentes. Ògán Gilberto de Èsù.
REGINALDO PRANDI
Catedrático! Talvez essa seja a palavra que melhor qualifica esse Ògán, que fora suspenso em 1.987 na Casa das Águas e, em 1.991 confirmado Babalosanyin da casa de Pai Doda de Osanyin. Diferente da maioria de seus confrades acadêmicos, que acumulam títulos honoríficos, sem cunho religioso algum, é detentor também do título de Asogun, esse sim, importante cargo religioso que lhe confere a responsabilidade de revitalizar o poder de transformação, o Asè dos Òrìsàs.
É um dos poucos intelectuais a outorgar importância ao Candomblé de São Paulo, sendo responsável pela elaboração de uma importante obra, com nome análogo, na qual discorre sobre a história e importância da religiosidade africana, desta cidade.
É ainda generoso! Recordo-me que, quando da criação da Biblioteca Comunitária Rosalvo Santana, instituída na Sociedade Ilé Alákétu Asè Ibùalámo, procurei por todos os autores cujas obras estão relacionadas à temática do negro e de sua religião, sendo ele o único que, sem nada cobrar, doou obras de sua autoria, para a composição do acervo comunitário, desejando-nos boa sorte em nossa empreitada.
Isto posto, temos grande satisfação em homenagear hoje, não somente o Prof.titular de Sociologia da Universidade de São Paulo, mas sobretudo, o Asogun, Ògán Reginaldo Prandi, que tanto contribui para a edificação e divulgação, dos Candomblés de São Paulo.

Muito embora a maioria o conheça somente como Ojé, essa pessoa que vamos chamar para ser homenageado também é Ògán. Desde que chegou à terra da garoa, vem fazendo um grande trabalho de conscientização e desmistificação do Culto aos Ancestrais, seja por meio das redes sociais, seja por meio das inúmeras palestras que está realizando. É Mogba Sàngó da Casa de Pai Bira de Sàngó, Sacerdote do Ilé Asè Oju Oba Ogodo. Dessa forma, temos o grande prazer de Homenagear hoje, o Ogán João Monteiro de Omolu.




MESTRE ANANIAS
Mestre Ananias, uma figura emblemática da cultura afro-brasileira que ao longo de uma vida extensa, com humilde tenacidade e carisma, manteve viva a mais pura ancestralidade no moderno coração da maior cidade do Brasil.
É o representante mais significativo entre os criadores de uma instituição que se mantém há mais de meio século: a roda de capoeira dominical da Praça da República em São Paulo. Ele soube transformar a Praça numa autêntica ágora, espaço de confronto e diálogo dos talentos e dos estilos mais diversos e também de aprendizagem. Poucos capoeiristas na cidade de São Paulo não passaram por esta roda ou estiveram cientes da oportunidade de entrar livremente nela. Esta instituição é a emanação do carisma de uma pessoa, Mestre Ananias, cujo axé inscreve esta vitalidade coletiva num lugar altamente simbólico, compatibilizando a liberdade informal da rua com a urbanidade dos costumes.
 Nascido e criado nas leis do Candomblé lembra de seu tio Zé Cotó, grande babalorixá em São Félix. Mais tarde, como ogã, passou a freqüentar diversos terreiros de candomblé, do Recôncavo a Salvador, vindo a confirmar-se em São Paulo com o Pai Zezinho digina "Boci", na região do Embu-Guaçu, circulando por todo o estado: capital, interior e litoral e daí para o Rio de Janeiro - Gramacho, Maringá, São João de Meriti,... - e Porto Alegre. Fez apresentações junto a Joãozinho da Gomeia sob a liderança dos empresários Wilson e Sérgio Maia, que o trouxeram a São Paulo em 1953 junto a outros baianos representantes da capoeira e do candomblé. Apresentou-se junto ao conjunto "Malungo" de Wilson e Marina até conhecer Solano Trindade e Plínio Marcos quando passou a integrar o elenco de peças de teatro que apresentavam o candomblé, o samba e a capoeira ao grande público.


MOGBA SÀNGÓ JOÃO MONTEIRO

ALÁGBÉ JOSÉ ROBERTO
O Ògán que vamos chamar foi confirmado em 1.987, pelo Babalòrìsà João de Òsanyìn, primeiro Omo Òrìsà do Saudoso Babalòrìsà Pércio de Sàngó. É detentor dos títulos de Alagbe e Apa-Otun.
É um lutador veemente à busca do combate à intolerância religiosa, seja no cotidiano do Candomblé, seja nos meios virtuais, onde diariamente somos alvejados.

ÒGÁN JUVENAL
Iniciado há mais de 20 anos, por Pai Jamil Rachid, esse Ògán que vamos chamar agora é, um dos grandes defensores da Cultura Negra em SP.
Basta dizer que é Coordenador Geral da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, há 25 anos. Presidente dos Legionários da Umbanda, desde sua fundação em 1989, que tem como trabalho principal, estar à frente nos eventos religiosos, como a Festa de São Jorge, no Ibirapuera e Festa de Iemanjá, na Praia Grande; Coordenador Geral da Liga das Mulheres Umbandista do Brasil, desde sua fundação; Coordenador Geral da União Municipal Umbandista de Guarulhos. Membro do CONUB - Conselho Nacional dos Umbandistas do Brasil.

Presidente do Conselho, e mestre de Cerimonias do SOUESP - Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, onde atua diretamente há mais de 20 anos. Participou de várias atividades relacionadas a Umbanda e ao Candomblé dentro do estado de São Paulo.

ÒGÁN DUDÚ
O Ògán que vamos chamar agora, com 23 anos de idade, é o mais novo dentre todos que estão sendo homenageados nesta data. E porque estamos reconhecendo um Ògán tão novo, diante dos Agbas que estão presentes aqui hoje?
Fato é que, às vésperas de completar 20 anos de iniciado, esse jovem é sem dúvidas, um dos maiores tocadores de atabaque desta Cidade de São Paulo, acumulando além de conhecimento rítmico acerca dos sagrados toques do Candomblé, um elevado repertório musical, comandando rituais religiosos desde a mais tenra idade, em diversos Estados deste País.
Filho do Saudoso Babalòrìsà José Carlos Fagundes de Òsóòsì (O Zé do Bode) e iniciado no mistério dos Cultos Africanos pelo Babalòrìsà Pércio de Airá, acumula os títulos de Jagun-Jagun do Asè Batistini e Baba Egbé do Instituto Òsun Obi Alá Omi.
Isto posto, o Ògán Eduardo Adonis Fagundes (Ògán Dudú, como é popularmente conhecido) é merecidamente homenageado hoje, não somente como uma grande promessa para o Candomblé do futuro, mas também, por estar contribuindo hoje, com a perpetuação da Religião dos Deuses Africanos.
Não tenho dúvidas de que do Òrún, seu Pai, o Saudoso Babalòrìsà Zé do Bode, está confraternizando em alegria, por ter seu filho reconhecido nessa casa.

ÒGÁN GILBERTO DE ÒGÚN (ÒGÁN GIBA)
Cada um dos Ògán/Sacerdotes homenageados nesta noite possui características que lhe são próprias e, pelas quais certamente serão lembrados no futuro. Esse Ògán, muito embora seja filho do intrépido Deus da Guerra – Ògún, possui como sua característica mais latente, a simpatia, alegria e humildade. Alias, todos que se referem a ele, sem exceção, o qualificam como um homem de grande coração.
Iniciado há mais de 30 anos, no Ilé Alákétu Asè Airá, pelo saudoso Babalòrìsà Pércio de Airá, o qual carinhosamente lhe chamava de “Filhinho”, é detentor de dois dos mais importantes títulos masculinos conferidos em um Ilé Asè. Quais sejam: Asogun e Osupi. Títulos por sinal, que só poderiam ser entregues à uma pessoa de bom coração, sendo ele um dos grandes responsáveis pela transformação do Asè e a inserção do mesmo, na cabeça dos novos iniciados.
Nesta noite especial, homenageamos o Asogun que incansavelmente acompanhou seu Sacerdote em obrigações por todo esse País, consagrando e revitalizando as forças dos Deuses Africanos por meio do seu Obé. Não temos dúvidas de que do Orùn, o Babalòrìsà Pércio de Airá, comemora o fato do “Pai Filhinho”, estar sendo merecidamente homenageado.

ÒGÁN PAULO DE OMOLU E ÒGÁN VALTER DE ÒSÓÒSÌ
Quando da confecção da lista dos Ògáns que seriam homenageados, dois nomes foram lembrados com muito carinho. Esses dois Ògáns, filhos da Sociedade Ilé Alákétu Asè Ibùalámo, iniciados pelas mãos do meu pai, o Babalòrìsà José Carlos de Ibùalámo, são representantes singulares do que eu chamo de "pessoas de fé". Homens íntegros e trabalhadores que, sempre que possível, estão com suas famílias dentro da Casa de Candomblé, para louvar e zelar pelos Òrìsàs.
Esses dois Ògáns simbolizam algo quase que extinto nos terreiros; a chamada "Irmandade". Aliás, essa é a razão de estar falando um pouco sobre os dois, no mesmo discurso. São irmãos de fé, que defendem de forma veemente sua religião e casa. De personalidade forte, são extremamente ortodoxos no que diz respeito à lei dos Òrìsàs. São grandes Ògáns, que merecem nosso respeito e admiração.
No meu blog, em uma das minhas postagens, comentei sobre o “Ògán Estrela”, figura que deveria ser abolida de nossa religião, comentei, outrossim, do “Ògán Pai”, que são os exemplos a serem seguidos e que, por essa razão, merecem sim ser chamados de “Pai”. Nesse aspecto, com muita satisfação, posso afirmar que esses dois Ògán, Paulo de Omolu e Walter de Òsóòsì, respectivamente Eperinlode e Oni Ponpo do Ilé Ibùalámo, são dois admiráveis Ògáns Pais, que chamo para receber a homenagem das mãos de seu Sacerdote, o Babalòrìsà José Carlos de Ibùalámo.

MESTRE ROBSON
Estou muito confortável para falar sobre esse senhor. Embora tenha sido iniciado em Salvador, pela aclamada Ìyálòrìsà Mãe Menininha do Gantois, foi em São Paulo que fincou raízes sólidas, construindo um nome que é reconhecido nacionalmente.
Partícipe da tríade única de alunos do Grande Mestre Euvaldo Freitas dos Santos – o Vadinho Boca de Ferramenta é não somente o Maior Tocador de Atabaques de São Paulo, mas o grande responsável pela introdução e disseminação dessa arte nesta cidade.
Além de Vadinho, teve o privilégio, de ser também discípulo de outros Grandes Tocadores da História, como Hubaldo, Papaú e Hélio. Sua importância para a História dos Ògáns de São Paulo, pode ser evidenciada hoje, ao passo que da lista dos homenageados, no mínimo 2, são seus alunos/discípulos declarados. Isso evidencia, sobretudo que, além de um profundo conhecedor da milenar arte dos atabaques, é como poucos, um transmissor do conhecimento.
No Blog que mantenho e que disserto sobre os Grandes Mestres, escrevi que a história do Atabaque de São Paulo, pode ser dividida antes e após sua chegada. No entanto, não vou discorrer aqui sobre o apreço e admiração que mantenho por ele, pois muito provavelmente esgotaria com o tempo que nos fora dado. Dessa forma, é com muita satisfação e, principalmente orgulho que, chamo para a mais que merecida homenagem, o Grande Mestre dos Atabaques de São Paulo, o meu Mestre, Robson Costa Pinto, ou como é conhecido por todos, Mestre Robson do Gantois.
Veja abaixo, as fotos do evento:



Dessa forma, muito feliz com a presença de todos que lá estavam, findo essa postagem.


Sem mais,
Opotun Vinicius

13 comentários:

  1. O Ilê Ibualamo, por essas e outras ações, é uma casa que está a frente, sempre buscando resgatar, revitalizar, preservar, aquilo o que há de melhor dentro da nossa liturgia religiosa. Por isso, que minha admiração cresce a passos largos, tanto pelo meu grande e querido pai José Carlos Ibualamo, como por todo o corpo sacerdotal do ilê, que demonstra uma união que edifica cada vez mais nossa casa dentro dos pilares que sustentam aquilo que verdadeiramente podemos chamar de família! Parabéns para todos os homenageados e principalmente para quem teve a ideia de homenageá-los pois, mostra que acima de tudo, tem humildade para reconhecer a importância de grandes membros da confraria religiosa. Felicidades para todos!!!

    Carlos, Omo Orisa Nile Ibualamo.

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  2. Iniciativa muito boa Vinicius.. fico muito feliz por ter todos esses Ogans reconhecidos.. afinal.. temos que homenagear as pessoas ainda em vida para que elas possam ver todo o carinho e apreço que temos por elas.. Claro que também é sempre bom lembrarmos de grandes nomes de pessoas "in memorian" que foram importantes para nossa história paulista.. assim como Lídio que foi quem realmente começou junto com o ainda vivo Ogan Getúlio.. que diga-se de passagem é o o Ogan mais velho confirmado no estado de SP.. e começaram como dizia a formarem as equipes de Ogans que faziam os Candomblés de SP e tiveram muitos alunos como o próprio Paulinho que passou a acompanhá-los depois..
    Ainda lembremos de Toninho.. que foi o Ogan que trouxe da Bahia muito do Jeje para SP cantando para Besén de Pai Vavá Negrinha.. e que muitas dessas cantigas se perderam no tempo..
    O parabenizo novamente pela iniciativa.. assim como parabenizo todos os agraciados com as homenagens.. acho que é consenso do povo de Candomblé Paulista.. de que todos eles assim como muitos outros que ainda não foram homenageados.. o merecimento dessa gente que tanto se dedicou para nossa religião chegar onde chegou..
    Grande abraço
    Leandro

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  3. ogan valeriano de ogum15 de novembro de 2011 16:23

    mto bom saber que existe respeito aos mais velhos sai aqui de santo andre só pra ver mestre ananias e acabei revendo mtos ogans em que me espelho principalmente ogan robsom pois fui em mtas fetas na casa de tata percio só pra ve-dobrar o rum sou novo de santo mas um dia chego la um grd beijo em seus coraçao

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  4. Carlos,

    Creio para mim, que meu pai, o Babalòrìsà José Carlos de Ibùalámo é um homem visionário. Todo esse evento foi idealizado por ele, sendo dele de fato os méritos por tudo o que aconteceu. Meu pai é de mais....

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  5. Leandro,

    Poxa irmão, uma pena você não estar lá, mas não tenho dúvidas que em razão do seu mais que honroso emprego. Essa idéia/iniciativa foi do meu Pai, ele que é o verdadeiro merecedor dos parabéns. Você tocou num ponto demasiadamente importante que é, justamente lembrarmos daqueles que ainda estão vivos. Alguns dos nomes mencionado por você, seriam também homenageados, mas problemas de força maior os impediram de comparecer, mas certamente estarão lá no próximo ano. Nosso intuito foi homenagear um número limitado de representantes, de modo que conseguíssemos explanar um pouco da história de cada um, sendo que em muitos desses encontros acabamos sem nem saber porque alguém está sendo homenageado. Não tenho dúvidas que no próximo ano, tantos outros antigos e novos serão lembrandos.

    Abs.,
    opotun Vinicius

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  6. Ogan Valériano,

    Que bom, esse é também um dos objetivo, o de reencontrar, conversar. Fico feliz que tenha ido prestigiar o Grande Mestre Ananias.

    Abs.,
    Vinicius

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  7. Opa.. transmita então também a parabenização ao seu pai.
    Infelizmente meu pai e eu não tivemos como comparecer, fico feliz que entenda as nossas dificuldades.
    realmente há uma grande importância em transcorrer dessa forma, explicando e contando um pouco da trajetória das pessoas. Tenho a certeza de que todas as pessoas que merecem ser homenageadas fossem trazidas e homenageadas no mesmo dia, um dia não seria bastante (rsrs).
    Novamente meus parabéns pela iniciativa, acho muito mais legal homenagear as pessoas dessa forma, do que criar um "troféu" como soube que já fizeram, pois aí deixa de ser homenagem e se torna competição, o que não deve existir entre pessoas que estão todas focadas em uma mesma finalidade, cultuar Orixá.
    Grande Abraço

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  8. Vinicius,tudo bem?

    Sou Luan Ribeiro,toco atabaque em uma casa de Umbanda,mas sou fascinado pela cultura e a magia do candomblé,quero te dar parabéns pelo trabalho que você e todo o Ile Ibualamo faz,que os Orisas deem a vocês cada mais força e prosperidade,assim como o Ogan Erenilton,Tarrafa,Robson e tantos outros aclamados ogans,você merece muitos parabéns!
    Já tive a oportunidade de duas vezes ir ao Ile Ibualamo e só tenho a dizer uma coisa,PARABÉNS,a casa é maravilhosa!Desde o Babalorisá José Carlos,a orquestra maravilhosa regida por vós,aos egbons e iyawos!
    Enfim,não estou puxando saco,tanto o Candomblé como Umbanda,mesmo sendo coisas distintas,falta o que vocês fazem que é louvar o orisá ou as entidades,com amor,com fé!
    Que Osoosi te dê muito asé e felicidades!

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  9. Ola Ogan Vinicios parabens por esse evento e sei que vc leva nossa religião a serio. Esse é um tipo de evento que eu gostaria de ver,espero que no próximo eu esteja em condições de ir, e poder admirar tantos mestres de atabaques juntos.Já tive há honra de ver tocar, na minha casa o ogan Paulinho de ogum e tive há honra de tocar com o ogan Lucas de omulu pessoas do bem, e que fazem bem para nossa Religião, estou próximo a ser iniciado e tenho como exemplos vc e esses MESTRES do atabaques que fazem o bem.


    PARABÉNS IRMÃO VINICIUS QUE VC TENHA MUITO ASE E SAÚDE

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  10. Luan,

    Asè, Asè, Asè!!!! Que legal que você já nos visitou, na próxima vez se apresente para falarmos, ok? É isso que tentamos fazer, louvar as Divindades com Fé e Amor. Obrigado pelas palavras!!!!

    Abs.
    Vinicius

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  11. Narciso,

    Esperamos você na próxima edição desse evento, que sem dúvidas, foi algo muito especial para esses Ogans. Fico muito feliz com suas palavras e ter-nos como exemplo. Há excelentes Ogan que fizeram e ainda fazem a história e, a medida do possível, vou abordar nesse blog.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  12. Vinicius ,

    Poxa cara,é sempre um enorme prazer visitar o asé ibualamo,só não vou na festividade das Yabas pois tenho um compromisso fora e não poderei participar!
    Nas duas vezes em que fui lá (no siré de Ogun e na Saída de yawos,vocês todos Ogans lá juntos ,me senti um pouco intimidado de dar parabéns a todos vocês,ehueauhu ainda sou peixe pequeno.
    O mais bonito do asé é o respeito ao sagrado,ao segredo,quem foi na saída de yawo sabe muito bem o que estou falando!
    Mas em 2012 ,se Osoosi permitir iremos nos falar pessoalmente,muito asé!
    Att,

    Luan Ribeiro

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  13. Meu caro, primeiro parabéns pelo evento. Mas agora tenho uma reclamação: todos esses mestres juntos e ninguém tocou? Nenhum videozinho sequer?

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