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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Candomblé Precisa Evoluir?!

Há algum tempo, me deparo com vertentes da nossa Religião, afirmando de forma contundente que o Candomblé deve evoluir. Que as roupas devem ser mais luxuosas, que o tempo de recolhimento deve ser diminuído, que as pessoas não precisam se curvar ante aos mais velhos, que não precisa haver tanta hierarquia, etc. Particularmente, eu discordo dessas ditas “evoluções” ou quase todas, considerando-as na verdade como “involuções”, ou seja, o “Processo inverso ao da evolução”.
Quando digo que discordo de quase todas, deixo obviamente transparecer que concordo com algumas. Nesse sentido, refiro-me, por exemplo, ao banho frio na aurora. Em Salvador, isso é normal (não somente nos terreiros, mas é um hábito comum em meio à população, sendo que o calor permite). Mas sujeitar um noviço em São Paulo, no mês de junho, a um banho frio, diante de uma temperatura quase negativa é praticamente uma tentativa de homicídio. Nesse aspecto, não vejo o “quebrar o gelo”, como um ataque a tradição, mas sim, a manutenção da mesma (não digo aqui que o banho deverá ser quente). Alias, a história no ensina que muito foi adaptado, para que o Candomblé chegasse até nós.

Exemplifico com o toque das cabaças. Numa época em que éramos reprimidos (na verdade ainda somos – essa é a realidade), os antigos Terreiros realizavam suas festividades ao som das cabaças, somente pelo fato de chamar menos atenção. O mesmo se aplicava às festas ao longo das madrugadas, desta forma, os Terreiros estavam menos sujeitos as perseguições policiais, sendo que precisávamos se esconder e estavam localizados em lugares ermos. À busca da manutenção do Culto à Ìrókò, os africanos que aqui chegaram, começaram a cultuar o Òrìsà de nome análogo na Gameleira Branca (Ficus Religiosa) e não na árvore africana (chlorophora excelsa). Em minhas ilações, penso que esses Sacerdotes, pegaram seus jogos divinatórios e indagaram aos Deuses:


Não temos aqui a chlorophora excelsa, podemos realizar o Culto à Ìròkó, nessa Árvore de Gameleira, e então, chamá-la de Ìrókò, para que o culto não acabe”? Acredito que, o jogo deu “Aláfia” e temos culto à Ìrókò até hoje.

E, falando em jogo divinatório, ao longo de décadas as pessoas se utilizavam do Obì de 2 gomos (afinal, não havia esse intercâmbio tão corriqueiro entre Brasil e África, como hoje, propiciando o fácil acesso ao Obì de 4 gomos). Penso ainda, quantos desses grandes Babalòrìsàs\Ìyálòrìsàs da história não foram iniciados com uma pena vermelha de papagaio brasileiro mesmo, haja vista, não haver o Ikodide, como hoje.

Conforme exposto acima, muitas foram as adaptações para que o culto fosse perpetuado, mas vejamos; nenhum sem ferir a essência da Religião e, todos, sem exceção, tiveram o mote de fazer com que a Religião dos Deuses Africanos chegasse até nós.

Dessa forma, queria convidar as pessoas à uma reflexão. Recentemente, muito se falou em função do dia da Consciência Negra (último dia 20), mas será que temos a consciência dos Negros de outrora? Como disse e, faço questão de repisar, todas as mudanças foram realizadas de modo que o Candomblé não acabasse. Hoje, temos Ikodide, Obì, Ori, Waji, etc. Logo todas essas “adaptações” do passado foram provisórias e, sobretudo, foram benéficas à Religião, pois fez com que a mesma chegasse até nós. Mas, infelizmente, a falta da consciência dos Negros de ontem, nas pessoas de hoje, está contribuindo para a deturpação da nossa Religião. São as roupas (já comentadas nesse blog) o advento de cânticos sem nexo algum. rituais copiados (de forma primária), etc...

Mas há algo, que mudou muito em relação ao passado e que, está contribuindo de forma singular para a degradação do Candomblé. Que é a profanação do sagrado, por meio de vídeos e fotos. Eu não sou contra que se filmem as festividades religiosas (desde que essa filmagem seja realizada a mando do Babalòrìsà/Ìyálòrìsà e que seja utilizada somente para uso pessoal – nos limites do Terreiro). Hoje, no youtube ao digitar “Candomblé”, me deparo com tudo, menos com o Candomblé que conheci desde a minha infância (à exceção de raríssimos exemplos).

Hoje sou interpretado de forma errônea por ser tão veementemente contra as filmagens. Mas que fique claro, não sou contra o uso particular – sobretudo porque filmamos em casa, mas fato é que, basta entoarmos um cântico ou o Òrìsà sair à sala, que diversos celulares, começam uma intensa seção de foto/filmagem, tornado nossos Deuses em celebridades de hollywood. Nesse aspecto, o Babalòrìsà ou Ìyálòrìsà, não se dão conta de que, ao acabar a festa (ou mesmo ao longo da mesma), esses vídeos serão postados no youtube.

Creio que há um magnífico universo no Candomblé que deve ser filmado e participado à sociedade, mas há rituais que devem ser presenciados somente dentro dos Ilé Òrìsà. Como disse não sou contra, mas deve ser usado com moderação. Um documentário, bem elaborado, com casas sérias é válido, afinal servirá como fonte de esclarecimento à população. Mas, a proliferação de vídeos do youtube, com cenas bizarras de algumas pessoas ditas de Candomblé, deve ser combatida na mesma proporção. O Uso do Celular deve ser banido do Candomblé!!!

Esses absurdos gravados nessas casas, em verdade, só perdem para as fotos do sacrifício animal. Mas sempre alguém vai dizer: “Pierre Verger, tirou fotos do Sacrifício, mas porque era Pierre Verger podia”. Eu digo: Verger era o Papá do Candomblé? Não Era!!! Ele por sinal morreu proferindo que não acreditava na manifestação dos Deuses. Sim, Pierre Verger realizou trabalhos primorosos, mas, pode ser Pierre Verger, ou outro pesquisador (ou casa que permite). Isso é “AWO” (SEGREDO DA RELIGIÃO) não deve ser participado, publicado, filmado ou multiplicado.

Acho que está na hora CASAS MATRIZES se pronunciaram a respeito, mostrando sua indignação com a profanação da Religião. É hora, mais do que nunca, das CASAS MATRIZES se pronunciarem!!! MOSTRAREM SUA FORÇA!!! Hoje abri meu facebook e me deparei com fotos de um sacrifício animal (um Ajá para Ògún). MEU DEUS!!! Aonde chegamos? É importantíssima a realização de passeatas à busca da defesa da nossa liberdade de crença, mas tão importante quanto, é conscientizarmo-nos que “estamos” sendo a mola propulsora de tudo isso. Vou novamente ser alvejado por minhas palavras, mas porque há tanto medo das pessoas em ir contra a tudo isso?

O aludido cidadão que postou a imagem do sacrifico do Aja, no facebook já foi excluído da minha lista de “amigos” e, farei isso com todos. Bem como outro que discorreu sobre a “Maria Lúcifer”; “Maria Satanás” e, por aí vai. Na minha Religião não há Diabo, na minha Religião não há Satanás, tampouco a Maria Satanás. Meu Pai carnal, o Babalòrìsà José Carlos de Ibùalámo sempre diz: “O povo quer mudar as coisas, mas diz que vai à festa do Diabo, beber com o cão. Vão mudar o que”?

Pois é, o Candomblé não tem Cão, Satanás, Maria Lúcifer. Èsù nunca foi Diabo, todo mundo fala isso, mas do que adianta se vão à festa do Diabo beber, cair e quiçá levantar?

Como disse, eu sou apenas uma voz, mas queria de fato, muito, que as CASAS MATRIZES de Salvador, se manifestassem de forma contundente, ecoando suas vozes, reprimindo esses “ditos Babalòrìsàs e Ìyálòrìsàs”, pois essas casas têm esse poder, essa força! É preciso sim, conscientizarmo-nos, rapidamente. E se alguém antigo deixou expor sua matança a pesquisadores, devemos cometer o mesmo erro? Não! Ou mudamos ou acabamos! Tantas religiões que realizam rituais que não temos idéia de como são realizados. Porque essas religiões não são alvejadas? Elas não se expõem! Mas sempre haverá alguém para dizer: Então temos que nos esconder? Não! Não temos que nos esconder! Temos que esconder nossos AWOS, simplesmente pelo fato de serem AWOS.


Sem mais,
Opotun Vinicius

20 comentários:

  1. Existem muitas pessoas que se dizem BABALORISÁS, mais que faz do candomblé uma verdadeira loucura, coisas absurdas e ainda se acham na razão, se acham os donos da verdade.. Mais que bom que existem pessoas como o senhor e como o Babalorisá Ibualamo, e a família ao todo, que ama Orisá e que respeita a religião. Parabéns pela postagem, como sempre SÁBIAS PALAVRAS !!!!!

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  2. INTERESSANTÍSSIMO!SEJAMOS SECRETOS(AWO)E DISCRETOS.BABALAWORIXA DANIEL D'OGUN ALAGBEDE-PRESIDENTE DO EGBE IRE-O.

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  3. bom eu tenho uma opnião que e o seguinte que uma quebrada de gelo não fais muito mal ate porque tem gente mais velha que não pode tomar banho frio, e tabem tem essa opção. que não é de são paulo não sabe que. no mes de junho fais um frio do caranba então meu amigo so que sente na pele pra falar....bom essa e minha opnião

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  4. Palavras profundas, onde se vê, em nome daquilo que se chama " evolução " e que foi bem frisado pelo meu irmão, o Opotun Vinicius, como um processo inverso. Não sei se tenho a capacidade para exprimir opiniões sobre temas tão complexos, mas vamos lá! A adaptação de determinadas coisas ao meu ver, foi só por conta de um momento onde as coisas como deveriam ser realizadas, não podiam assim se fazer, mas que com a menor possibilidade dessa liberdade de culto, deveria ser retomada. O candomblé precisa de avanços? Na minha opinião sim! Precisa, contudo, manter tradições que parecem, aos olhos dos outros " besteiras " como deitar-se aos pés do seu iniciador, andar com a cabeça baixa perante os mais velhos quando se é muito novo de santo, respeito com toda a estrutura hierárquica. Isso, desde sempre, foi o que fundamentou o candomblé, pois é o único lugar, ou pelo menos deveria ser assim, onde vemos respeito com a hierarquia. Uma coisa absurda é vista hoje em dia: cursos de como se praticar candomblé na internet. Há que ponto a coisa chegou! Daqui uns dias, se não é que já existe, ebós serão feitos todos pela internet via msn e facebook. As redes sociais poderiam ser exploradas de uma maneira que viabilizasse ainda mais nossa auto afirmação na sociedade sempre preconceituosa e não como um festival de horrores. Alguns personagens lembram até a personagem de Nosferatu do genial diretor alemão Murnau. Mas só na aparência horripilante mesmo. E uma coisa importante foi citada: a " omissão " das casas matrizes quanto a deturpações monstruosas que estão ocorrendo dentro da religião. Elas não podem se trancar no seu mundo e falar: " olha, aqui em casa não se faz assim e isso é o que importa" ! Agindo assim, eles vão de encontro a toda luta que os mais antigos passaram para chegar onde chegamos hoje. Como baluartes da tradição, posições precisam ser tomadas. O candomblé, vai definhando e parece não ter forças para reagir, pois o jogo de egos, faz com que a religião em si, seja o menos importante, sendo relevante somente aquilo que interessa " na minha casa". Com as palavras do Opotun Vinicius, espero que possamos refletir e partir em defesa daquilo que acreditamos, da essência e combater sacerdotes que lançam na lama, tudo o que é feito de bom, por pessoas de conduta ilibada, que são poucas, mas que existem e ficam tristes com toda essa situação deplorável. Vamos proteger nossa religião, para que no futuro, as próximas gerações, não vejam o verdadeiro candomblé como reminiscências daquilo que não se pode mais ter. Desculpem pelo longo texto e se não fui claro nas palavras. E de maneira redundante, mais uma vez, parabéns Opotun Vinicius pelo belíssimo texto!

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  5. Baba Daniel, meu velho. Primeiramente me desculpe por não ter me despedido na última vez que nos vimos, mas te ligo para conversarmos. Mas o fato é que os nossos “Awos” estão deixando de ser “Awo”. Lamentável!!!

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  6. Anonimo?? por favor, deixe seu nome, ok. Assim podemos falar!

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  7. Carlos, bom dia!

    Olha a cada dia que passa vejo que o melhor avanço que o Candomblé tem a fazer, é olhar para trás! A hierarquia está findando-se, os nossos costumes, etc. Você tocou em um ponto muito importante. Candomblé hoje é coisa de apostila: Aprenda a fazer Iyawo, Aprenda a raspar, aprenda isso, aprenda aquilo..... Medo, tenho medo de tudo isso. Como disse, sei que serei alvejado, mas as Casas Mães, precisam expor suas opiniões. Falar sem medo que isso ESTÁ ERRADO! Já fiquei muito triste com situações como essas, hoje exponho minha opinião e acho que as pessoas que são contra também devem se colocar. Olha recebo muitos depoimentos e e-mail de pessoas apoiando a iniciativa, mas a coragem de se expor??? Essa é para poucos.....

    Abs.
    Opotun Vinicius

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  8. A benção Pai Vinicius!
    Bom tenho muito pouco a dizer sobre isso se levado em consideração meu pouco tempo de iniciação e meu caminho enorme à percorrer para aprender dentro da nossa Linda e maravilhosa Religião, mas após ler essa postagem e também associar a da vida do Virtuosíssimo Tio Erenilton. Lembro-me de uma frase que ouvi de um Babalorisa e que é a mais pura verdade ele me disse que certa vez ele estava em um candomblé e tinha um senhor já de idade que dentre muitos assuntos ele disse uma coisa: "Essa religião e linda maravilhosa, mas vocês tem que tomar muito cuidado, pois quando ela cair na mão desse povo novo moderno ou "muderno” (lembrando o dizer de Tio Erenilton) ela pode perder a ESSÊNCIA e se acabar" Olha que esse homem nunca foi iniciado era apenas um cliente que ia às festividades dessa casa e até hoje tenho comigo essa frase para que eu possa continuar minha caminhada e sempre seguir pelo caminho correto qual será ensinado pelo meu Babalorisa.
    Mas como você mesmo disse se inventa muita MODA se coloca muita coisa onde não tem e se esquece do sagrado ou pior ainda vai à Internet ou nas casas das pessoas e tenta fazer na sua casa ao seu jeito imitando o que viu se esquecendo de que o que foi feito naquela casa naquele momento foi feito pelo awo e também pelas determinações espirituais que foi recebida pelo Babalorisa pelo seu jogo Divinatório e por ai vai!!
    Bom fico triste por isso acontecer, pois ai como se diz mesmo de energia de divindade de poder espiritual não tem NADA! Concordo com seu pedido de tomada de atitude das Casas Antigas para que possamos salvar o que ainda temos de sincero amor pelo Orisa e de valor religioso e espiritual!

    Abs.
    Thiago ti Ogun.
    Filho da Sociedade Ile Alaketu Ase Ibualamo.

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  9. Olá, Vinicius!

    Parabenizo-o pela matéria postada.
    Parabéns!

    Relativo ao que o irmão ozymandias escreve, concordo em gênero numero e grau. Minha louvação a ele, é através de uma salva de palmas pela maneira direta e "objetiva".
    De uma expressão impar. Não o conheço pessoalmente, mas passo admirá-lo.

    Pai Celso de Oxalá.
    ...........

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  10. Parabéns pela materia.......
    Amigo, hoje o candomble ficou moderno de mais, o Sr. lembra de como era tocado o Aluja, hoje se toca o Avassi, rodante que era ogan, normal em muitas casas, comidas feitas em liquidificador e etc.
    SOU CONTRA DE TUDO QUE MOTIFICA OU EVOLUI O CANDOMBLE.
    SE FOSSE PARA EVOLUIR O CANDOMBLE, A RODA SERIA EM HORARIO E NÃO EM ANTI HORARIO BUSCANDO ASSIM OS NOSSOS ANTEPASSADOS.
    Ogan Pantera

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  11. Thiago, Ogun que nos abençoe a bênção.

    É isso mesmo, não podemos deixar que essa religião perca sua preciosa essência e, cabe também (jovens) contribuir para isso. Muitas pessoas, de fato, copiam as obrigações dos outros sem saber porque estão fazendo aquilo (veja a festa de Ògún em nossa casa, que tem toda uma história sempre narrada por meu Pai, mas que hoje, muitas já copiam sem sequer saber o porque, simplesmente pelo fato de acharem “bonitinho”). Também fico triste, muito triste! Mas por incrível que possa parecer, ainda acho que há uma saída. Recentemente, estou obsrvando uma postura mais ativa das casas matrizes (ainda pequena) mas torço para que elas se posicionem sobre tudo isso.

    Abraços e obrigado pela participação de sempre!
    Opotun Vinicius

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  12. Pai Celso, sua bênção?

    Fico feliz com sua participação nesse espaço que criei para abordar inicialmente, temas relacionados aos Ogans e musicalidade do Candomblé, mas que hoje, percebo a necessidade de ser mais abrangente. Ozymandias (Carlos) é um membro participante nesse espaço, filho do Ilé Ibùalámo, que contribui de forma bastante especial nesse espaço. Fico feliz, em ver o nível das postagens nesse Blog, tornando-o de fato, um lugar para reflexões. Espero continuar contanto com a participação do Sr.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  13. Ògán Pantera,

    Muito Obrigado! Infelizmente está todo sendo modernizado, mas não para o bem. Permita-me, discordar apenas sobre um ponto. Na minha opinião, algumas coisas podem ser evoluídas (nos dias de hoje, não há como fazer as comidas na pedra do Aló). Mas há coisas que mudam a essência da religião, isso é triste. Espero jamais, entrar em um Candomblé e ver uma roda, dançando em sentido horário (quem de rei! – RS).

    Obrigado pela participação.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  14. Motumba Vinicius,

    Respondendo ao comentário do post anterior, agradeço ao convite para visitar sua casa, mas felizmente nao poderei ir na proxima festa, se nao me engano dia 10 neh? pois é, nesse dia estarei no quarto de santo kkkk Mas na proxima irei com certeza.

    Quanto ao texto, concordo com tudo que foi dito, a grande magia de nossa religião está na tradição que foi mantida pelos nossos ancestrais, para mim esse é o maior brilho da religião. E essa luta para mantê-la não pode ser considerada em vão, temos que preserva-la com unhas e dentes. Mas para isso é preciso QUERER, e infelizmente, alguns não ligam para a tradição.
    Essas pessoas que querem fazer essas alterações, geralmente são aquelas que não tem raiz alguma. Nada contra, mas são esses mesmos que colocam os videos no Youtube e foto de awo no facebook e orkut. Eu ainda não sou iniciado e sei o quanto são guardados os segredos, pois como sou ogan, digamos que vou pular algumas etapas depois de feito ou confirmado. rs

    Ah ! Deixarei no seu facebook, por inbox o convite da minha saída, que acontecerá dia 18 de dezembro, na casa do Baba Marcelo de Omulu, se fosse possível comparecer, será bem vindo !
    Abraços !

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  15. Meu irmão, sua bênção, seu artigo está primoroso. Concordo da primeira à última linha. Se você me permite, logicamente citando a fonte, gostaria de reproduzir seu texto em alguns espaços, inclusive no jornal Baraketu, do qual sou editor e que tem 4 mil exemplares impressos e circula no Rio, Paraná, São Paulo, Bahia, Paraíba e Maranhão. Entre em contato comigo, sim: marcioalexandre@yahoo.com.br

    Abs,

    Ogan Marcio Alexandre M. Gualberto
    Mogba de Xangô do Ilê Axé Iyá Omo Eja

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  16. João Gabriel,

    Motunbase, motunba! Sim, a festa ocorrerá no próximo dia 10, mas não tenho dúvidas que não faltarão oportunidades. Fico no aguardo dos dados da sua festa, se possível irei com certeza. Aproveito para desejar-lhe boa sorte essa nova etapa de sua vida que será iniciada, após sua confirmação. Fato é que, poder estar ao lado e devoto aos Deuses é algo inestimável, que todos os Orisas o iluminem nessa caminhada. Concordo com você e, acho que, finalmente há uma movimentação contraria a esse tipo de coisas, que somente denigrem a imagem da religião.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  17. Mogba Marcelo,

    Ogun nos abençoe, a bênção. Obrigado pelas palavras e participação nesse espaço. Fique à vontade para divulgar qualquer conteúdo do blog, seja na internet ou meio impresso. Nesse sentido, a única coisa que peço e faço questão, é da manutenção do texto na íntegra, citação de autoria e do blog. Espero contar sempre com sua participação aqui.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  18. A sua benção,gostaria de usar a sua pagina e prguntar,,,,,,,,,,,,,,,,,sou de uma qualidade de ode, pouco falado.
    ODE IBO,,,,,QUALIDADE OU ORIXAR APARTE, QUEM PODER ME AJUDAR, AGRADEÇO DESTE JÁ...
    OGAN PANTERA

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  19. Ireo a todos e ao sr Opotum.
    Todos falam que o Candomblé tem que manter a essência, mais qual essência a dos Orisas nossos mais antigos ancestrais ou a essência dos primeiros escravos que por força das circunstâncias adaptaram seus cultos aos Orisas e assim criaram o Candomble, essencia qual essência a das roupas de roda que as escravas pegavam de suas Sinhas e seus adornos e se vestiam pois era o que tinha de mais bonito na epoca, o de comer com as mãos pois naquela epoca os escravos não tinham o direitos de usar talheres, dos oros e festas que eram feitos de madrugada escondidos de seus Senhores, de Vestir os Orisas com Saias, bombaxos, anaguas, colares, Chapéus, CAPACETES e coraças roupas (asós) nascidos de misturas entre o que se vesteia na época com os Santos católicos ( no caso de Ogum vestem ele como se fosse São Jorge).
    Ou seja todos defendem a manutenção do culto aos Orisas ou a tradição dos antigos escravos; Eu duvido se Ya Nasô, Ya Deta e outros se tivessem acesso ao Liquidificador,chuvero e aos talheres elas não usariam;
    Hoje temos o privilegio de termos a tecnologia ao nosso lado e livre acesso a sabedoria tanto a do Orisas como as dos Odus e de outra Religiões.
    E estralho ler pessoas escrevendo em Blogs e Site de relacionamento dissendo-se contra a modernidade.
    Os Orisas nunca perderam a essência pois dizer isso e dizer que o mundo vai perder as aguas os ventos a terra, etc.. pois não se esqueçam que nos cultuamos as Forças da Natureza!
    O que precisa acontecer no Candomble e que seu Eleguns deixer de PREGUISA E VÃO ESTUDAR, e digo estudar na ESSÊNCIA DA PALAVRA,não só sentar no chão de sua casa e ficar esperando seus mais velhos falar sua experiencia e depois sair falando " Na minha casa faz assim" vamos estudar "POIS SÓ A SABEDORIA LIBERTA"
    Vamos evoluir GENTE!!

    Odabò!!

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