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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Asè Batistini - O Início de uma Nova História!


Na madrugada de sexta para sábado, o silêncio imaculado que pairava na Sociedade Ilé Alákétu Asè Airá, foi interrompido pelo som do pequeno sino, anunciando o início da procissão das Águas de Òsàlá. À exemplo do que fazia nosso saudoso Pai Pércio de Sàngó, os herdeiros (Mãe Luizinha de Nàná, Mãe Gui de Yemoja, Pai Gilberto de Ògún, Mãe Daniele de Òsun e Pai Carlinhos de Òsóòsì), adentraram ao barracão, apaziguando o ambiente com o Omi Tutu (a água que refresca). Foto de Pai Pércio no Altar de Airá.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um Toque Esquecido...

Em uma de minhas postagens nesse blog, comentei acerca da pluralidade de toques do chamado Candomblé Kétu-Nàgó, um conjunto de ritmos oriundos da herança africana, que foram perpetuados nas mãos dos antigos Alagbés da Bahia. Comentei, ainda, sobre a incessante busca pelas famosas 17 passagens da Hamunha de Ìrókò ou do toque do cântico Toke Daju-a de Nàná. Em suma, os dois toques mencionados, são pouco conhecidos pela maioria dos Alagbés, no entanto, amplamente comentados, pelos mesmos.

Ao analisarmos a magnífica variedade de ritmos existentes no Candomblé baiano, além dos toques pouco conhecidos, mas bastante “comentados” (conforme os dois exemplos citados), deparamo-nos com toques pouco conhecidos e pouco comentados, um deles o motivador desse pequeno artigo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Tríade Musical de Sàngó

Hoje vou escrever sobre três importantíssimos toques da cultura Kétu-Nàgó, a Tríade Musical de Sàngó, que são ritmos de atabaques, consagrados ao Rei de Oyo e que, devem ser executados subsequentes um ao outro e sem cânticos. Muito embora seja uma tríade (que alude ao número três), dois desses toques estão sendo esquecidos pela maioria dos Ògáns, Babalòrìsàs e Ìyálòrìsàs.

Primeiramente, quero chamar atenção para um fato. A maioria dos Deuses Africanos, possuí um toque que lhe pertence, sendo esse usado somente para ele e para nenhuma outra Divindade é, por exemplo, o caso do Ìgbín de Òsálá. Mas no caso do temido Sàngó, são três os toques que lhe pertencem (na verdade há outros, mas também executados para mais alguma Deidade, à exemplo do Bàtá, razão pela qual vou me ater somente a tríade). Isso mostra-nos a importância que esse Òrìsà confere ao som do tambor e, obviamente ao tambor propriamente dito.