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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Asè Batistini - O Início de uma Nova História!


Na madrugada de sexta para sábado, o silêncio imaculado que pairava na Sociedade Ilé Alákétu Asè Airá, foi interrompido pelo som do pequeno sino, anunciando o início da procissão das Águas de Òsàlá. À exemplo do que fazia nosso saudoso Pai Pércio de Sàngó, os herdeiros (Mãe Luizinha de Nàná, Mãe Gui de Yemoja, Pai Gilberto de Ògún, Mãe Daniele de Òsun e Pai Carlinhos de Òsóòsì), adentraram ao barracão, apaziguando o ambiente com o Omi Tutu (a água que refresca). Foto de Pai Pércio no Altar de Airá.

Diante do poço consagrado ao Deus do Alá Branco, mais de uma centena de pessoas, perfilaram-se para carregar as águas em direção ao Baroti de Òsálá. Um dos rituais mais repletos de preceitos, que por anos fora conduzido por Pai Pércio, teve início pela primeira vez, sem sua presença física, no entanto, sua compleição materializou em cada gesto, em cada olhar das pessoas escolhidas por ele para continuar a sua missão no aye.

Nos olhos de Mãe Luizinha, observei uma lágrima descer, era somente uma de muitas que marcariam aquela data. Na última viagem da procissão, o silêncio novamente foi quebrado, desta feita pelo som do Pawó, que acompanhava uma das rezas mais bonitas da nossa tradição e que Mãe Luizinha e Pai Carlinhos entoavam “Oluwa aye...”, posteriormente Mãe Gui, prosseguiu “Laramita”... Os Òrìsàs manifestados abraçavam os filhos que choravam de emoção. Em verdade, mais que as Águas de Òsàlá, essas foram as águas que lavou-nos a alma.

Ao longo do dia, as pessoas organizavam tudo para que a festa ocorresse como à época de Pai Pércio, filhos e filhas de santo arrumavam o barracão, preparavam a comida, o pátio, as roupas e indumentárias dos Òrìsàs que viriam dançar em regozijo.

Os Ogans da casa quebraram o protocolo e começaram ainda pela manhã a louvar os Deuses. Nós (Mestre Robson, Opotun Vinicius, Obá Badangue, Jagunjagun Dudu, Elemoso Isnatiel, Sojuade Gagá, Victor e outros), cantamos por mais de três horas ininterruptas para as Deidades Africanas. Alguém indagou à Mãe Luzinha: “Esses Ògáns não vão parar de tocar e cantar? Eles já estão há quase quatro horas sem parar de tocar”. Mãe Luzinha, então respondeu: “Deixem eles, os deixem tocar, eles estão há mais de um ano esperando para tocar esses atabaques”.

De fato, todos queríamos ouvir o som dos atabaques. Ao longo de um ano, ouvimos somente o frio som das cabaças... Poder tocar aqueles atabaques, sentir o calor vital que eles emitem, tinha um sentido especial, o sentimento do recomeço. Em um momento Pai Gilberto e Pai Carlinhos passaram pelo barracão, nós pensamos que eles iriam pedir para que parássemos. Eles olharam e riram, eles estavam tão ou mais felizes dos que nós. Mãe Gui nos disse: “Guardem um pouco dessa energia para tocar a noite, não vão cansar de mais esses braços”...




No final da tarde/início da noite, a filha e sobrinhas de Pai Pércio (A Ìyá Ègbé Daniele, Ìyá Efún Thaís de e Egbon-mi Joyce), prosternaram-se diante do Asè central do barracão, para dar início ao Ipade, desta vez, evocando o novo ancestral da casa. O fundador do Ilé Alákétu Asè Airá tornou-se o principal Esá do terreiro. Essa cerimônia é muito importante, pois um dos objetivos é pedir a Èsù e aos ancestrais masculinos e femininos (Awon Esá/Ìyàmì) que a festividade ocorra em paz e harmonia e, foi isso o que ocorreu.

As pessoas que entravam ao barracão deparavam-se com a imponência da coroa de Sàngó, que voltou para o seu lugar de destaque, o Asè da casa, após um ano coberta ao chão. Por volta das 20hs, o Candomblé dedicado aos Òrìsàs Fúnfún teve o seu início, ao som da Hamunya, voltamos a ver a roda de baianas dançarem em volta da coroa...

A Ìyá Ègbé anunciou por meio de uma gravação, a vontade de Pai Pércio: “Os herdeiros da minha casa são: Mãe Luizinha, Mãe Gui, Pai Gilberto, Mãe Daniele e Pai Carlinhos” essa foi a vontade dele e, assim está sendo... No barracão, o primeiro barco de Iyawos da nova gestão religiosa do Batistini, foi apresentado, alguns sendo a terceira e segunda geração, ao passo que seus pais e avós também fazem e/ou fizeram parte da roça.


Tia Neinha de Nàná, irmã de santo de nosso Pai, fez uma linda homenagem, cantando “Baba Baba-o......”, todo o Ègbé ajoelhou-se para responder. À ela, que ficou na roça, por todo o período das águas de Òsàlá, todo o nosso agradecimento. Após um ano, o “Ogun Ajo” foi entoado naquele salão. Pela primeira vez, vi meu irmão Dudú embargar a voz... Uma multidão de aproximadamente 500 pessoas estava reunida para novamente, presenciar os Òrìsàs dançar no barracão do Batistini.

Findo o Sire, louvamos o patrono da casa, Airá foi ovacionado pela multidão. Ao pronunciar as primeiras palavras da Roda de Sàngó, um filme passou em minha cabeça, jamais imaginei cantá-la sem a presença dele, não foi fácil e, não tenho dúvidas de que jamais será... Finalmente, a mais importante hierofania de Òsógiyàn saiu à sala, todos voltaram a reverenciar o sagrado Pilão que, pertenceu a Casa de Mãe Bida de Yemoja e que hoje, constitui um dos principais símbolos sacros do Ilé Alákétu Asè Airá. O Terreiro de Candomblé mais Tradicional de São Paulo, enfim foi reaberto, o Calendário Religioso teve seu início.

Os Ògán da casa tocaram e cantaram para os Deuses, que confraternizaram em harmonia. Finalmente, as pessoas voltaram a sorrir, finalmente os Òrìsàs bradaram seus ilás, até então, contidos pelo ano fúnebre. Ao final, o toque que mais reinou no Ilé Alákétu Asè Airá, o Alujá de Sàngó concluiu a festividade, não findando um ciclo, mas sim, dando início ao recomeço e, assim, sempre será, geração pós-geração!!!

Tenho para mim que, seu meu Babalòrìsà estivesse vivo no aye, ao assistir aquela linda festa ele diria após o Pawó: “Que Sàngó, Olorun Koko Ibere, Olorun Obaji, Olorun Obajina, Gbogboyoro olhe por todos, que essa viagem que cada um fez para ver os Òrìsàs com certeza não foi em vão...”. Não tenho duvidas de que, aquelas pedrinhas jamais serão esquecidas... Airá é vivo, ontem, hoje e sempre!

Kawooooooo Kabiyesile!!!!
Oba Koso Kisekun Eleyinju Iná!!!
Oba-oooooooooooooooooooo!!!

Sem Mais,
Opotun Vinicius

28 comentários:

  1. Parabéns Vinicius, meus respeitos, suas palavras demonstram a pura verdade de sua alma, e a realidade do Asé Batistini, que Orisa Boboyoro olhe por todos nós e de força a nova Gestão, pois nosso Rei Pérsio D´Sangô deixou em sua casa o alicerce firme baseado no respeito, no aprendizado na fé e acima de tudo no amor! Odabó Iyá Kekeré Paula D´Ósún

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  2. Nossa...impossível não se emocionar com suas palavras, ha nelas tanta emoção! Com certeza vc acertou no que ele diria, parece até que ouvi ele falando quando li. Realmente foi tudo lindo, muitas saudades...todos esperavam por este dia, depois do silêncio de um ano. Os herdeiros estão de parabéns, pois realmente estão fazendo o desejo dele, e o asé continua vivo e forte. Não é atoa que o pai Tata tinha tanto orgulho de vc Opotun Vinicius, vc faz por merecer, nas suas palavras sentimos sua saudade, seu respeito, seu orgulho e seu amor pelo orisà. Com certeza ele esta vendo todo esse amor. PARABÉNS PELA POSTAGEM E PELO GRANDE HOMEM QUE VC É. ASÈ ASÈ ASÈ
    BÀBÁLÒRISÀ Pércio D' Sàngó
    Olorun Kosi Pure
    Deus lhe dê o descanso e a vida eterna.

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  3. Parabéns!!! emocionante...

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  4. BABALORISA BOMYARE TY OSUM31 de janeiro de 2012 00:46

    PARABÉNS VINUCIUS, suas palavras me emocionaram é uma homenagem muito lida e aqui deixo uma mensagem para voce:
    Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
    Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.Crê e trabalha.
    Esforça-te no bem e espera com paciência.
    Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá.

    BABALORISA BOMYARE TY OSUM
    SÃO VICENTE, 31/01/2012.

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  5. Opotun Vinicios Parabéns pelo texto!!! Eu estava na festa e vi que no final da roda de xango, você colocou a mão no axé e ali chorou emocionado. Todos gritando Kawo e você parecendo que estava em outro mundo, agora entendo, vc estava assistindo o filme.....Linda história, obrigado por compartilhar conosco.

    Ebomi Márcia.

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  6. Ogan Vinicius

    Você realmente está de parabéns, você realmente mostrou que tem amor pelu seu axé. Fiquei muito emocionada quando você foi cantar a roda e tirou o sapato, isso é o respeito que você tem pelo orixá. Já te admirava pelo blog, foi um prazer ver você pessoalmente, pena que com o tanto de pessoas, eu não consegui me apresentar. Parabéns também pelo seu atabaque, no começo da festa eu não sei se você reparou, mas quando você começou a tocar a vamuia, um monte de gente parou para ver. Isso é admiração que as pessoas tem por vc tocando. Espero que um dia o meu filho que também é ogam toque como você e quem sabe você naum será o professor dele.

    Ia Oniofá

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  7. Opotun Vinícius, que o Candomblé do Brasil siga o exemplo do Batistini, pois, a vontade de tio Pércio foi respeitada e está sendo apoiada por seus filhos!

    Um exemplo a ser seguido, que Xangô ilumine os caminhos de tia Luizinha e que ela possa juntamente com vocês, engrandecer ainda mais o nome deste Axé!

    Sorte á todos!

    Ogã Mario de Ogun
    Axogun do Ile Iyami Osun Muiywa

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  8. Tive o enorme prazer em estar nessa linda festa! Vi um monte de filhos emocionados, contagiados....vi uma festa bem cantada e bem tocada. Olha Vinicius você está de parabéns por seu blog e pela sua postura. Lá eu presenciei a sua emoção e seu amor pelos orixá. Foi muito emocionante ver o vídeo do pai tatá. A mãe Luzinha tem uma postura de mãe mesmo, uma mulher linda, bem vestida e com um santo que me arrepiou. Aproveito para pedir para você escrever a história dela aqui no blog, sei que seu foco são os Ogâns, mas acho que agora precisamos saber mais sobre a história dela, pois ela será uma das grandes mães do camdomblé

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  9. Eu já tinha ido bastante no Batistini, mas esse candomblé foi mesmo diferente. Achei também, muito lindo o ogan sidinei pegar aquele oganzinho e apresentar ao barracão, achei emocionante. O Pai Pérsio deve estar bastante feliz, pois a casa que ele construiu estava muito linda, a frente do barracão está maravilhosa. Quero parabenizar todos os filhos da casa que fizeram essa nova página da história do axé de Sampa.

    Ebomi Cláudia de Iansâ

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  10. Vinicius,
    Parabéns pelas palavras lindas e emocionante.
    Asè

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  11. Ìyákekère Paula, boa tarde!

    Obrigado pelo carinho! Em verdade, tenho amor pela minha casa de Asè, pois me criei nela. Você falou uma grande verdade, nosso Pai Pércio, deixou um grande alicerce para continuar à frente do Ilé Alákétu Asè Airá. Asè, Asè, Ase!!!

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  12. Olá Daia,

    Todos esperavam por esse dia! A Gestão do Ilé Alákétu Asè Airá está de parabéns, pois não é fácil fazer uma festa como aquela, recebendo igualmente a multidão que lá estava. Sempre terei orgulho de ter tido em minha cabeça, as mãos dele, homem que me raspou, “catulou” e “adoxou”. Posso afirmar que fui iniciado na religião dos Deuses Africanos, por um dos maiores Babalorisas que esse País já teve, isso é incomensurável! Obrigado pelas palavras, fico muito feliz!!!!

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  13. Babalòrìsà Bomiare, boa tarde!

    Muito obrigado pelas palavras, minha fé é inabalável, amo incondicionalmente os Deuses que cultuo. As dificuldades sempre virão, mas sempre teremos o apoio dos Deuses para superar tudo, sempre. É uma grande verdade, o que vêm do céu permanecerá!!!! Muito obrigado pelas belas palavras, que me impulsionam a continuar.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  14. Egbon-mi Márcia,

    É verdade, ao final da roda, ao som do alujá em chorei. Um pouco de tristeza, haja vista, jamais presenciar Airá manifestado no meu Sacerdote, todavia, também foi um choro de alegria, sendo que todos estávamos com o objetivo de louvar os Deuses. Eu sei bem o que meus mais velhos passaram naquela roça nesse período de um ano. Temos que nos reverenciar porque, tão difícil quanto fundar um Asè é prosseguir com ele, após a partida de quem o edificou e, isso, a liderança do Batistini está fazendo com esmero.

    Ase!
    Opotun Vinicius

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  15. Ìyá Oni Ofá, boa tarde!

    Obrigado pelas palavras, sim amo muito meu Asè! Tirar os meus sapatos era o mínimo que eu podia fazer, nossa religião está fundamentada na terra, devemos estar “Lese Orisa”, foi assim que aprendi e será assim que vou fazer (você é bastante observadora – rs). Realmente havia bastante pessoas na festa, mas não faltarão oportunidades. Fico feliz que tenha gostado de me ver tocando, mas sou apenas uma semente ainda germinando diante do virtuosismo dos meus mestres, esses sim, grandes tocadores! Desejo toda sorte ao seu filho, ensine à ele, que tocar bem é tocar com amor! Estarei sempre à disposição.

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  16. Ògán Mário, boa tarde!

    É realmente um exemplo a ser seguido. O Ilé Alákétu Asè Airá é uma das casas mais tradicionais de SP e, não é fácil manter uma casa após a partida do seu fundador. Os herdeiros estão fazendo um trabalho magnífico para que tudo que nosso pai fez, seja continuado. Bom, sou suspeito para falar de minha mãe Luzinha, mas não tenho dúvidas de que, o Brasil ainda irá ouvir muito sobre ela. Obrigado por sua participação aqui e, espero ler mais seus comentários!

    Um forte abraço.
    Opotun Vinicius.

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  17. Anônimo (Deixe seu nome, pois posso tratar-lhe adequadamente).

    Fico feliz que goste do meu Blog, em relação a postura, tento somente seguir os passos dos meus mais velhos, que ainda tem muito a me ensinar... Olha, em relação a história de minha mãe Luzinha, será um grande prazer (ótima idéia), assim que possível vou comentar com ela e, quem sabe não fazemos? Obrigado pela sugestão!

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  18. Egbon-mi Cláudia, Boa Tarde!

    Realmente, foi muito bonita a parte que meu irmão Sidnei (só corrigindo, ele é Babalòrìsà) apresentou o mais recente Ògán do Batistini (filho carnal de Pai Carlinhos, Herdeiro Onibode do Asè), realmente muito emocionante, algo muito comum em Salvador, mas que há tempos não presenciava em SP. Tenho certeza que alguns dos meus irmãos de santo, irão ler essas palavras e, se sentirão parabenizados.

    Ase,
    Opotun Vinicius

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  19. Anônimo (deixe seu nome ok)

    Obrigado, fico feliz que tenha gostado!!!!

    Abs.,
    Opotun Vinicius

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  20. Cabeleira (Luiz Antonio)31 de janeiro de 2012 18:55

    Motumbá, meu irmão.
    É difícil descrever em palavras o que vimos na nossa casa, mas você conseguiu: daria um bom jornalista.
    Cada um com suas tarefas, mal nos falamos. Mas saiba que sua postura é exemplo para os mais novos, como eu. Já te disse uma vez e repito: não era à toa que nosso pai tinha tanta consideração por você. Airá é vivo e sempre será.

    Um abraço,
    Cabeleira (Luiz Antonio)

    P.S: Antes que eu me esqueça, preciso deixar com você mais alguns livros para a biblioteca do Ase Ibualamo. Preciso do teu telefone, pode me mandar por email no endereço do Orkut.

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  21. Opotun Vinicius, parabéns pelo emocionante texto, só quem esteve lá sabe que tudo isso é verdade. Quro dar os parabéns a essa linda familia, principalmente a iya luizinha de nana, uma mulher linda e maravilhosa que recebeu todos com muito carinho atencao e amor. Ela segue o mesmo caminho de pai pérsio, que todas as festas sejam como essa, cheia de muito ase e armonia.

    Iya Nidinha

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  22. Pai Vinicius meus respeitos a você e a todo o asé Batistini....Aonde quer que nosso TaTa esteja ele está Feliz com o Legado dele que continua tão grandiosamente....um abraço a todos do Asé...Dofona Sandra D'Osun !!!!!!

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  23. Não posso te parabenizar somente, pois, em seu texto, está,tão somente, as palavras de um verdadeiro filho do Asé Batistini. Colocaste de forma real e concreta, as emoções daqueles que já presenciaram as àguas conduzidas por nosso Pai,e que,com sua narrativa, haja vista,que eu não estava presente, senti como se ali estivesse.Sentindo todas as energias que eram no tempo de nosso Pai. É a concretização de um sonho.O sonho,de que seu legado é, e será perpetuado da forma simples e energizante que sempre conduziu o nosso eterno Babalorisa. Fico muito orgulhosa em saber que nossas "pedrinhas" estão se perfilando e seguindo seu rumo à construção de nosso futuro. Então concluindo o inicio,e não só o parabenizo, como te agradeço por ter me feito sentir a sensação de ter estado presente na madrugada sagrada das águas.

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  24. Meu Irmão Cabeleira,

    Confesso que fico lisonjeado, com suas palavras, primeiro pelo fato de ser meu irmão de santo e, segundo, por ser um escritor de fato. Muito obrigado, mesmo! Sou feliz por ter a mão de nosso Pai em minha cabeça, por poder estar ao lado dele muitas vezes.......Airá sempre, sempre estará Vivo. Vamos marcar para você nos fazer uma visita no Ilé Ibualamo e, podermos conversar com calma. Eu não tenho mais Orkut, mas me manda seu e-mail para opotun@hotmail.com, que te envio meus contatos. Que os Orisas preservem sempre esse grande homem que és.

    Abs.,
    Vinicius

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  25. Iya Nidinha,

    Obrigado pelos comentários, fico contente que tenha gostado do texto. De fato, Mãe Luzinha é uma mulher linda, maravilhosa e que, verdadeiramente, sabe recepcionar as pessoas em nosso Ase, bom eu sou suspeito para falar....

    Obrigado.
    Opotun Vinicius

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  26. Dofona Sandra de Òsun!

    Acho que toda a comunidade do Ase Batistini, saiu de lá justamente com esse pensamento, o de que do Orun, nosso pai Pércio está feliz com tudo que fora realizado. Espero ver mais sua participação aqui nesse espaço.

    Abs. Vinicius

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  27. Minha Querida irmã Luciane,

    Você só não estava lá fisicamente, mas não tenho dúvidas de que seu coração e alma, carregaram as águas de Òsàlá conosco naquele dia! A coisa que mais senti e, que acabei não relatando foi a união. Todos estavam com o mesmo objetivo, fazer tudo o possível e impossível para que a festa ocorresse como na época do nosso Pai. E, jamais esqueça-se como Pai Pércio, o filho de Sàngó te gostava. Eu sou testemunha da forma como ele lhe tratava e ouvinte dos elogios que ele sempre teceu à você. Pois é minha irmã, somos privilegiados, por termos sido iniciados por ele, sobretudo, na época mais ativa da vida dele. Obrigado por sempre estar por aqui, contribuindo para a edificação desse espaço. Abraços à todos e, em muito em breve, vamos novamente estar juntos.

    Abraços minha irmã!
    Vinicius

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