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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pai Pércio, A História do Filho de Airá

Há pouco mais de um ano, escrevi um texto chamado “Pai Pércio, A História do Filho de Airá”, discorrendo sobre a morte do meu amado Babalòrìsà Pércio de Airá. À época, eu ainda não tinha Blog, publicando-o na minha página do Orkut, sendo o texto carinhosamente reproduzido, em sua íntegra, no jornal de Pai Flávio, A Gaxeta. Lendo novamente, resolvi aditar algumas passagens que tive com meu Sacerdote e, publicá-lo. Fato é que, sou um Omo Òrìsà muito feliz, por ter sido iniciado por um dos maiores Sacerdotes do Brasil e, sobretudo, por sempre ter tido por ele, um grande respeito. Respeito esse que sempre foi recíproco. Pouco antes do seu falecimento, em ocasião da Festa de Yewa da minha irmã Luciane, ele me disse: “É meu filho, você sempre prestou atenção em tudo que eu te disse, sempre foi muito atento, inteligente e, principalmente, sempre foi vodunsi, muito vodunsi. Quando eu recebi a sua carta, eu chorei. Chorei porque você contou a minha história, nada do que você escreveu é mentira, tudo verdade...”. Meu Pai Pércio, referia-se a uma carta que escrevi para ele, quando ele estava internado e que, contava boa parte da história transcrita quatro meses depois, quando do seu falecimento, inclusive o título “O Décimo Segundo Filho”. Abaixo, o texto.

PAI PÉRCIO, A HISTÓRIA DO FILHO DE AIRÁ
Adahunse kobele, Yi Gbogbo A Mlo-o....” (Nem o Médico é Imortal, Um Dia Todos Se Vão...)
O Décimo Segundo Filho!

Assim começa a história do Babalòrìsà Pércio Geraldo da Silva, o aclamado Pai Tata, como era popularmente conhecido por todos. O filho de Airá nasceu na cidade de Bauru, no interior paulista, mas foi no Bairro do Batistini, em São Bernardo do Campo que ele plantou raízes sólidas, fundando a Sociedade Ilé Alákétu Asè Airá.


Meu Pai Pércio dizia que seus pais não esperavam o seu nascimento, mas que um espírito havia dito que sua mãe daria luz ao seu décimo segundo filho, e que essa criança, teria muita espiritualidade. Desde muito novo Pai Pércio via “espíritos”, chegando a ser batizado pelo Dr. Bezerra de Menezes, em um centro espírita. Jamais renegou suas origens e fazia questão de dizer isso. Quando criança fora levado por sua madrinha ao Terreiro de Pai Caio Aranha, ainda localizado à Rua Mucuri, no bairro do Jabaquara. Antes de chegar à adolescência, já era manifestado pelo Caboclo Sultão das Matas, seu Tranca Rua das Almas e Tia Maria, Divindades que amava da mesma forma e intensidade a qual amava Airá. Certa vez Pai Caio disse que Pai Pércio não seria iniciado por ele, que sua trajetória estava ligada ao Candomblé da Bahia, e recomendou que o mesmo fosse até Salvador. Assim Pai Pércio o fez.

Há quase 50 anos, acompanhado por sua irmã, a saudosa Ekeji Leda de Yánsàn, Pai Pércio viajava à Salvador, para ingressar na religião dos Deuses Africanos. A princípio seria recolhido em uma casa de Angola, onde seria iniciado para o Nkisse Luango. Na ocasião, já estava tudo acertado e comprado, no entanto, seu destino estava marcado com os Òrìsàs, Deuses do Panteão Yorùbá.

À época, o calendário religioso das casas de Candomblé da Bahia ficava exposto nas delegacias de polícia. E foi em uma, situada à Rua Chile, no centro histórico de Salvador, que Pai Pércio leu: “Festa de Sàngó na Casa de Òsùmàrè”. Ele dizia que se encantou com o nome: “Casa de Òsùmàrè”, impulsionando-o a ir assistir a referida cerimônia. Chegando lá, Pai Pércio deparou-se com a obrigação de Seis Anos de Gamo de Sàngó. Sendo então, tomado pela primeira vez pela Divindade do Raio, o grande Rei Airá. Horas depois, retomou a consciência em um quarto, na presença da Ìyálòrìsà Simpliciana Basília da Encarnação, Ògún Dekise, que lhe disse: “Você meu filho, será recolhido para fazer o santo”. Sua irmã Leda foi à casa de Angola onde ele iniciar-se-ia, explicando o que aconteceu e Pai Pércio, então, foi recolhido na Casa de Òsùmàrè, entrando definitivamente na religião dos Òrìsàs.

Pelo destino traçado por Olodunmare, ele foi recolhido com a filha Carnal de Mãe Simplícia (Mãe Nilzete) e com seu Neto (Sivanilton da Mata – o Baba Pecê). Razão pela qual o saudoso Manuel Cerqueira de Amorim, Pai Nezinho da Muritiba estava presente. Nesse sentido, Pai Pércio nos dizia: “Eu tenho Pai e Mãe” (Mãe Simplícia e Pai Nezinho). Com a morte de seus Sacerdotes, Pai Pércio concluiu suas obrigações com Maria Escolástica da Conceição Nazareth, a Mãe Menininha do Gantois.

Pai Pércio teve terreiro na Vila Guilherme, no Farina e na Rua dos Vianas até finalmente chegar à Rua Antônio Batistini, 226 em SBC. Pai Nezinho chegou a visitar o terreno, indicando onde seria o barracão, o quarto de Sàngó, o quarto de Òsun e o quarto de Ògún.

Mesmo com a morte de seu Babalòrìsà, Pai Pércio seguiu suas orientações, construindo o barracão e os quartos de Sàngó e Òsun, conforme desejo de seu Pai. O quarto de Ògún, ele disse que ainda iria construir no local determinado por Pai Nezinho, infelizmente não houve tempo em vida, contudo, após sua morte, os Herdeiros da casa, com perseverança e determinação, construíram o quarto de Ògún, no local onde Pai Nezinho havia pedido.

O Asè da Sociedade Ilé Alákétu Asè Airá, foi plantado por Mãe Bida e Mãe Rosinha, sobre isso, ele sempre comentava: “Mãe Bida e Mãe Rosinha que plantaram o Asè daqui da roça, esse Asè foi preparado no Gantois, por Mãe Menininha, agora se você me perguntar o que tem, eu não sei, porque quando elas abriram os preparados, Sàngó me tomou e eu não vi mais nada, porque o Asè era muito forte né meu filho, muito forte”.

No Ilé Alákétu Asè Airá, pelas mãos de Pai Pércio, milhares de pessoas adentraram na religião dos Òrìsàs. Nessa Sociedade Religiosa, Abiyans, Iyawos, Egbon-mi, Babalòrìsàs, Ìyáalorìsàs, Ogans e Ekejis reuniam-se frente ao grande mestre para aprender sobre a religião dos Òrìsàs.

Em SP, poucas são as casas, cujo seus Sacerdotes não tiveram uma palavra de Pai Pércio. Ele sempre tinha a resposta para a pergunta mais difícil, por isso era chamado por muitos de o “Papa do Candomblé”. Foi em São Paulo, o grande responsável pela perpetuação de cultos como a “Fogueira de Airá”, “O Ade Bayanni”, “Iroko” e “Yewa”, dentre diversas Divindades que são cultuadas no “Batistini”.


Comungou do respeito e admiração de muitas pessoas antigas do Candomblé, pessoas como Mãe Rosinha de Sàngó e Mãe Bida de Yemoja. O pilão de Òsógíyàn do Ilé Alákétu Asè Airá, por exemplo, é herança da casa de Mãe Bida. À época dos ciclos festivos dos Òrìsàs Fúnfún, o pilão saia da casa de Mãe Bida em Casacadura, RJ, rumo ao Batistini, retornando quando do término das obrigações. Um ano, no entanto, mão Bida disse à Pai Pércio: “Meu filho, esse pilão de Òsógíyàn agora pertence a Casa de Sàngó, não vai mais voltar para o Rio”. Assim, até hoje, a hierofania suprema de Òsógíyàn, permanece aos cuidados do Ilé Alákétu Asè Airá e, assim sempre será.

Dono de uma harmonia perfeita tirava lágrimas das pessoas ao entoar “Oluka Olusaki..........”. Somente àqueles que tiveram a oportunidade única de ouvir a roda de Sàngó cantada por ele, sabe o que estou dizendo.


Sobre isso, tenho muito orgulho em dizer que fui privilegiado, como poucos. Há alguns anos, meu Pai Pércio me disse: “É meu filho, está na hora de você aprender a roda de Sàngó”. Lembro que não acreditei, haja vista ele ter muita restrição à quem ele ensinava essa importante história do rei de Oyo. Recordo-me que, após um longo juramento, diante do próprio Airá, ele me disse: “É meu filho, eu quero te ensinar, mas como o nome mesmo diz, a roda não é minha é de Sàngó, eu preciso ver se ele quer que você aprenda”. Ele então pegou o Orògbo e, meio que sorrindo foi dizendo: “É meu Pai, agora é a hora da verdade, é a hora que agente sabe se o filho de santo é bom, se nunca falou mal do pai de santo, se andou na linha... Meu Pai, ele é merecedor de aprender a roda do senhor? Nessa hora, ele arremessou o orògbo ao chão [...], “Alafia”. Nessa hora eu chorei e ele, por fim, tocando-me o queixo com as mãos, proferiu rindo: “Oh! Meu filho, eu já tinha jogado antes para saber se eu podia te ensinar”. Naquele dia, eu não dormi... Na verdade, até hoje penso sobre aquele momento, único, especial e mágico para mim... saudades... saudades...

De fato, ele sempre gostou muito de mim. Quando eu completei dezoito anos ele me disse: “Vou lhe dar sua carta de motorista, porque você é muito bonzinho e nunca me fez mal criação, essa carta eu que quero te dar”. Entretanto, o que mais me deixou feliz com ele, não foi a roda, não foi a carta de motorista, mas sim, o prazer em poder tocar o Alujá para ele dançar. Ele realmente era dono do Alujá perfeito. A vez que ele mais me emocionou foi quando ele me disse: “É meu filho, eu gosto de dançar Alujá quando você está tocando, pois você toca devagar e faz as passagens para eu dobrar, né”. Recordo-me que, sempre que acabavam as festas, podia estar quem fosse ao Hun, até mesmo o Meu Mestre, eu sempre pedia para pegar, para finalizar com ele dançando o Alujá. Ele se levantava e dançava como ninguém, no final, quando ele pedia para parar, reverenciando os atabaques ele ia até o Hun, sorria e com as duas mãos abraçava o meu rosto... Isso... Infelizmente nunca mais terei isso, seja com ele, seja com Airá ou com Ibùalámo do meu Pai... Infelizmente, isso partiu com eles...

Filho de Airá rendia-se aos prazeres da vida, adorava comer bem. Mesmo acometido há anos por diabetes, não deixava de comer de forma farta. Falava: “Nossa religião é de fartura, comemos e bebemos sim, pelo menos não comemos nem bebemos escondidos”!  Uma vez cheguei à roça de manhã e ele me disse: “meu filho, estou comendo bem pouquinho, porque estou de dieta”. Olhei na mesa e vi uma caixa de pizza, e perguntei para ele, se ele estava comendo pizza, ele respondeu: “Essa pizza pode, porque é de alho, alho faz bem pra saúde, você estuda tanto planta deveria saber disso”... (rs).

Era um homem, muito vaidoso, ficava muito tempo arrumando o cabelo antes das festas. Enquanto alguém lhe penteava, ele passava um barbeador elétrico e ficava olhando para ver se estava à contento. Uma vez, quando do retorno da festa de Òsóòsì no Gantois, veio com um corte de cabelos novo (um Ofá). Ele disse: “Essa é a última moda lá”. Suas vestimentas eram impecáveis, na festa de Òsun ele se empolgava, colocava a melhor roupa, o melhor perfume, o seu inseparável leque e ficava bravo quando via alguém que não estava bem vestido. Em uma dessas festas, ele estava muito bem vestido, com muitas correntes eu peguei e disse: “Poxa, hoje o senhor está muito bem vestido”. Ele respondeu: “Hoje não, eu sempre estou bem vestido.”. por fim, ele completou: “você que está precisando de alguma coisa, espera aí”. Chamou o Pai Gilberto e disse: “Filhinho, pega um pingente daquele dourado de agogô pro Venicius (sempre me chamou de Venicius), por que ele está tão sem graça hoje e riu copiosamente...


Muitas pessoas conheciam o Babalòrìsà Pércio de Airá, sério e muitas vezes bravo, mas para mim e tantos outros que fizeram santo criança e que cresceram dentro do Asè, tínhamos ele como uma pessoa extremamente engraçada. Por vezes, eu e minha esposa Michelli íamos à roça aos domingos, visitá-lo. Ele sempre conversava com ela sobre espiritismo e dizia sobre mim: “Olha a cara dele de bravo, ele não gosta dessas conversas, ele tem que gostar dos espíritos também, mais se eu falar qualquer coisa de Òrìsà... ah, ele começa a prestar atenção na nossa conversa, você vai ver, vou cantar qualquer cantiga e ele fica aqui com agente... risos... Mas espíritos, ele fica prestando atenção na TV”.

Quando eu era criança, ele tinha uma turma de meninas que eram chamadas de “As Tatetis”, eram o coral particular dele, em suma eram: Luciane de Yewa, minha Irmã Gabriela, a Iya Egbe Daniele, Camila e as suas sobrinhas: Tata, Joyce e Aninha. Elas tinham um certo privilégio, pois aprendiam as cantigas antes de todo mundo, contudo se não cantassem.... Minha irmã narra que em uma ocasião, passou uma bandeja de salgados no barracão e elas pegaram para comer, eis que Pai Pércio cantou e ninguém respondeu. Minha irmã diz que ele pegou e as beliscou dizendo: “Agora é hora de comer, vocês tem que cantar, depois vocês comem”.

Ele era muito exigente. Sempre que íamos ao Pavilhão Vera Cruz para fazer apresentação, tínhamos que ensaiar, ensaiar e ensaiar... Uma vez, a pessoa que faria o Ògún (Alexandre de Omolu) ainda não havia chegado, estava atrasado, então meu Pai Pércio me disse: “É meu filho, você vai representar Ògún, porque o Alexandre não vem, deve estar no samba, a vida dele é no samba”. Eu respondi: “Não, eu não, eu não posso, o senhor sempre falou que a pessoa não pode representar o próprio Òrìsà”. Ele olhou para mim e disse: “É verdade, você realmente não pode fazer Ògún, vai fazer Òsóòsi então. risos”... Graças à Ògún, meu irmão Alexandre chegou e eu não precisei representar ninguém... Hoje vejo como uma época de ouro, de grandes momentos, de grandes histórias.

Infelizmente, nada é eterno, só não imaginávamos que isso ocorreria tão cedo. Dia 14 de Dezembro de 2010, a Cidade de São Paulo ficou em estado de atenção pública em função das torrenciais chuvas. Trovões bradaram no céu, anunciando a morte daquele que dedicou sua vida aos Òrìsàs. Morreu Pai Pércio de Airá, o mito partiu para o Itunlá. Pai Pércio foi velado no barracão em que ele e Sàngó tanto festejaram em regozijo. Sua aparência, lúcida! Afinal ele cumpriu sua missão com louvor.

Na manhã do dia 15 de Dezembro, seguido por mais de 1.000 pessoas e centenas de carros, o corpo de Pai Pércio subiu em cortejo a Rua Antônio Batistini, até o carro do corpo de bombeiros, de onde foi levado até o cemitério Baeta Neves. Já no Igbale, a cena desolava, até as Divindades que mais amamos, que mais respeitamos e que tanto veneramos estavam tristes. Nossos Òrìsàs choravam a perda de Pai Pércio. O cortejo fúnebre seguindo a tradição dos Yorúbàs prosseguiu até o sepultamento. Pai Pércio foi enterrado, jamais o veremos novamente dançando Alujá, ou servindo fartamente os seus filhos à frente da Casa de Sàngó!

Pai Pércio concluiu sua missão!!! O Aye está em luto, mas o Òrun está em festa com a sua chegada. Pai Pércio partiu para o Òrun em 14/12/2010, deixando milhares de filhos.

Pércio Geraldo da Silva, Airá Seyin, o filho de Sàngó como ele dizia. Homem sábio, catedrático, que dedicou sua vida aos Deuses Africanos não está fisicamente presente entre nós, mas em cada pedra da Sociedade Ilé Alákétu Asè Airá, em cada Divindade Plantada por Ele, em cada ensinamento passado aos milhares de filhos, ele está vivo!!! O Rei continuará vivo entre os seus, sempre!!!

A imagem sem-par que devemos guardar em nossas lembranças é de um homem forte, quase imortal, que orgulhava-se de ser filho de Mãe Simplícia, de Pai Nezinho e de Mãe Menininha. Que orgulhava-se de ser Babalòrìsà, de ser do Candomblé. Devemos guardar em nossas mentes, a imagem dele à frente de seu Asè, dançando Alujá, cantando e louvando os Deuses Africanos.

Devemos guardar e perpetuar seus ensinamentos e, sobretudo, devemos fazer aquilo que ele mais queria: Manter Vivo o Asè Batistini. Não tenho dúvidas de que, certamente, ele já dançou o Alujá que tanto gostava, agora no Òrun. Ele continuará sempre vivo!!! Desta feita, como o Esá da Família Batistini.


À todos que o amam, recordo: “Se Awo Kiku, Awo Kirun, Nse Awo Mawo Si Itunlá, Itunlá Ile Awo” (Os iniciados no mistério não morrem, os iniciados no mistério não desaparecem, os iniciados no mistério vão para o Itunlá, a casa do renascimento!!!).

Sem Mais,
Opotun Vinicius

13 comentários:

  1. Simplesmente emocionado com as palavras sobre Baba Agba Percio de Ayrá, Mojugba Eyin

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    1. Victor Guagliardi, boa noite!

      De fato, a história de Pai Pércio é linda, aqui consta somente um resumo, um pouco do que eu ouvi dele e que convívi...

      Abs.
      Vinicius

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    2. comovente!
      Vejo que as suas palavras são de saudosas lembranças e tudo isso é amor...

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  2. SIMPLISMENTE LINDAAAAAAAA PARABENSSSSSSS

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    1. Mirim,

      Que bom que gostou!!! obrigado pela participação, de sempre.

      Abs.,
      Vinicius

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  3. Muito lindo e emocionante a historia desse grande Babalòrìsà,parabens pela essa bela homenagem.

    Meus Respeitos Jaime Narciso

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    1. Narciso,

      Obrigado! É o mínimo que poderia fazer... escrever um pouco sobre esse grande homem, no futuro, postarei aqui, outras histórias dele, um lado que poucas pessoas sabem, conhecem...

      Abs.,
      Vinicius

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  4. Caro Irmão,

    Mojuba!

    Parabéns! Belíssima homenagem ao Tata Pérsio. Que ele, do Òrún esteja olhando por nós.

    Grande abraço

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    1. Templo Espiritual Caboclo Pantera Negra

      Mojubase, Mojuba, como vai?

      Esse é um dos confortos.... a esperança e certeza de que do Orùn, ele está também olhando por nós.

      Abs.,
      Vinicius

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  5. Cordiais Saudações:
    Opotun Vinicios, Narrativa impar, perfeita.
    Parabenizo-o não só pelo texto em si, mas, pela lealdade.
    Pelo amor ao Asé.
    O legado fica, a continuação, o caminho advir.
    babalorisa Tata Pércio como também o baluarte José Carlos seu pai carnal, deixa-o competente para assim dar sequencia com a mesma integridade.
    O asé se renova...A vida se renova...Ejé Balé Akararó - Ejé Bá.
    Vamos na fé, a saudade bate.
    Foram otimos amigos, ambos...
    Sun re o!
    Abraços, Papai Vinicios.
    Asé o!
    Pai Celso de Oxalá.
    ........

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  6. Vinicius esse texto realmente é emocionante chorei ao ler pretendo seguir minha vida dentro do orixá me espelhando na vida de Tatá Pércio que pra mim é um exemplo também sou filho de airá e também sou ejilálexeborá pois sou o décimo segundo filho de santo. Abraços e obrigado por compartilhar esse texto.

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